quarta-feira, 9 de junho de 2010

Indicadores apontam para crescimento econômico e estimulam recuperação dos salários e dos empregos

País cresce 9%, mas ritmo já perde força

Indústria e investimento são destaques do "PIB chinês" no 1º trimestre; indicadores mostram desaceleração. Taxa de investimento ainda não está no nível considerado necessário para país crescer em ritmo forte sem inflação.
O ritmo de crescimento "chinês" do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no primeiro trimestre já perde força. Mas ele finalmente se espalhou por duas áreas cruciais que ainda não haviam recuperado todas as perdas da crise de 2008-2009.
Entre janeiro e março, a indústria e os investimentos foram os grandes destaques do crescimento de 9% do PIB ante igual período de 2009.
Foi o maior salto do PIB desde o início da série do IBGE para esse tipo de comparação, em janeiro de 1996, e pôs o Brasil no 6º lugar entre os países que mais cresceram no trimestre passado, em lista que considera, entre as 60 maiores economias, as 45 que já divulgaram os dados.
Na comparação com o último trimestre de 2009, o PIB subiu 2,7%. A indústria liderou a alta e cresceu 4,2%. Os investimentos, 7,4%.
As duas áreas contribuíram para um aumento de 13,1% nas importações, boa parte de matérias-primas e de máquinas e equipamentos para o setor industrial.
O aumento da chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo, nome técnico para os investimentos) é crucial para que o país cresça sem inflação. Como proporção do PIB, a FBCF atingiu 18%.
Isso é mais do que os 16,3% do primeiro trimestre de 2009. Mas ainda está muito aquém dos 25% que muitos economistas consideram ideal para o país sustentar crescimento ao redor de 6%.
O primeiro trimestre foi o quarto consecutivo de recuperação. O PIB havia registrado contração recorde de 2,1% entre janeiro e março de 2009, no auge da crise.
O resultado negativo daquele trimestre levou o PIB brasileiro a encolher 0,2% em 2009. Agora, se o ano tivesse terminado em março, o país teria crescido 2,4%.
"A economia se recuperava desde o segundo trimestre de 2009, mas só agora o nível de investimentos chegou ao patamar do último trimestre de 2008, logo antes da crise", diz Rebeca Palis, gerente de Contas Trimestrais do IBGE.
"A indústria, mais afetada pela crise, também já atingiu nível ligeiramente superior."
Para André Rebelo, economista da Fiesp, neste segundo trimestre o crescimento deverá ser mais "modesto".
A desaceleração já aparece nos dados de produção de papelão ondulado para embalagens, fabricação de automóveis e no movimento de transporte de cargas.
MODERAÇÃO — "Há certamente uma moderação do crescimento, mas isso deve ser relativizado. O desempenho do primeiro trimestre foi absolutamente atípico, sem chance de se repetir", diz Sérgio Vale, economista da MB Associados.
Agora, os números do PIB serão menores por influência de estatísticas passadas.
O primeiro trimestre de 2009 foi o "fundo do poço" da crise para o Brasil. É isso o que explica em grande medida o salto de 9% agora. Mas, conforme o resto do ano for correndo, o crescimento se dará, a cada trimestre, sobre bases maiores.
O consumo das famílias já mostra ritmo menor de alta. (Folha)

39% das empresas elevaram investimentos no 1º trimestre

Primeira Sondagem de Inovação foi feita em parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e a ABDI.

As grandes empresas ampliaram a capacidade de produção no primeiro trimestre de 2010. É o que mostra a primeira Sondagem de Inovação divulgada hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Segundo o documento, 39% das empresas declararam que aumentaram os investimentos e 49,5% informaram que mantiveram os níveis de investimento já existentes para ampliação da capacidade física instalada. Apenas 2,86% das empresas reduziram investimentos e 8,57% não realizaram nenhum investimento para aumento da capacidade instalada no primeiro trimestre.

Para a ABDI, responsável pela pesquisa, os números reforçam a percepção de recuperação da atividade econômica e dos investimentos nos primeiros três meses deste ano. "São investimentos novos que estão sendo feitos na ampliação e modernização do parque produtivo", afirmou o presidente da ABDI, Reginaldo Arcuri. Os investimentos, no entanto, ainda não foram suficientes para reduzir o uso do parque industrial, que voltou, em abril, ao nível pré-crise, segundo os indicadores industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa, que será divulgada trimestralmente, revela também que 71,4% da indústria realizaram investimentos em inovação tecnológica no primeiro trimestre deste ano para novos produtos ou novos processos produtivos. Na comparação com o quarto trimestre de 2009, 34% das empresas ampliaram os gastos com pesquisa e desenvolvimento no primeiro trimestre de 2010 e 47% mantiveram o mesmo nível de investimento. Além disso, 74,3% informaram que pretendem investir no desenvolvimento de um produto ou processo novo no segundo trimestre de 2010.

"Isso caracteriza a boa fase da indústria brasileira que está investindo não só em atividades criativas, como também na ampliação da capacidade física", destacou Arcuri. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, destacou que a decisão das empresas de investirem em P&D está sendo motivada pela exigência dos clientes. Outro fator de influência na decisão da indústria de aprimorar seus produtos é o crescimento da demanda interna e as pressões de custo na produção.

A Sondagem de Inovação englobou as empresas que correspondem por 75% dos investimentos em bens de capital e 78,7% dos gastos em Pesquisa e Desenvolvimento. Além disso, 90% das empresas pesquisadas têm mais de 500 funcionários.(Estado)

STF aperta cerco a parlamentares: desde setembro, quando Ficha Limpa chegou ao Congresso, mais 73 inquéritos e 12 ações

Nos últimos oito meses - de 29 de setembro de 2009, quando o projeto Ficha Limpa foi entregue ao Congresso, até sua sanção, dia 4 passado -, cresceu o número de novos inquéritos e ações penais contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse período, o tribunal abriu 73 inquéritos e 12 ações penais contra nove senadores e 48 deputados.

Os crimes variam: peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, crimes contra a administração, contra a ordem tributária, sonegação previdenciária, crime ambiental e trabalho escravo, entre outros. Segundo levantamento do site "Congresso em Foco" feito com base nos dados do STF, há nove parlamentares acusados de peculato e nove por crimes de responsabilidade (cometido normalmente quando a pessoa exerce função executiva).

As novas ações penais foram abertas contra três senadores e nove deputados, incluindo o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu no processo que investiga o chamado mensalão mineiro. A ação contra Azeredo investiga os crimes de peculato e lavagem ou ocultação de bens. Por sua assessoria, Azeredo afirmou ao site que nunca houve o mensalão em Minas Gerai s e que não era responsável pelas questões financeiras da campanha eleitoral de 1988, quando disputou a reeleição ao governo estadual.

Contra o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) tramita ação penal por corrupção ativa e uso de documentos falsos. Entre os deputados quatro são acusados de peculato. Também estão sendo investigados crimes de responsabilidade, contra a lei de licitações, corrupção passiva, contra ordem tributária e falsidade ideológica.

Parlamentares podem concorrer — Entre os que tiveram inquéritos abertos está o senador Efraim Morais (DEM-PB). O STF abriu inquérito sobre ele, em 9 de fevereiro, por crime contra a administração pública . Ele responde por contratos assinados em sua gestão como primeiro-secretário do Senado. A acusação foi feita pela Procuradoria Geral da República, e há suspeitas de irregularidades em contratos realizados entre o Senado e empresas do senador na Paraíba.

Ao "Congresso em Foco", Efraim informou que não foi citado para apresentar defesa nesse inquérito: "O senador não foi citado para apresentar defesa porque ainda não existe processo formal na Justiça, haja vista que a denúncia não foi recebida pelo ministro. Ele acredita que será pedido o arquivamento, uma vez que não houve nenhuma ilegalidade".

Entre os deputados, 13 respondem a mais de um inquérito penal. Quatro são do Rio: Arnaldo Vianna (PDT) responde a três inquéritos (crime de lavagem, ocultação de bens e crime de responsabilidade), Marina Maggessi (PPS), de natureza não informada; Nelson Bornier (PMDB), crime contra a Lei de Licitações; e Solange Almeida (PMDB), também crimes da Lei de Licitações.

O deputado João Batista de Oliveira Filho, que defende Vianna, disse saber de apenas um inquérito, o sobre lavagem de dinheiro. Ele explica que se trata de denúncia do ex-governador Anthony Garotinho. O advogado nega e diz que Vianna até autorizou a quebra do seu sigilo.

O levantamento do site incluiu, entre os 85, 11 inquéritos e uma ação penal por crimes contra a honra, de calúnia, injúria e difamação que normalmente são fruto de ações de adversários políticos e não prosperam no STF.

Esses políticos não terão impedimento para obter o registro de suas candidaturas este ano, porque ainda não sofreram qualquer condenação, como prevê a Lei da Ficha Limpa. (O Globo)

Lula: 'Vivemos um momento de ouro no País'

"Vivemos um momento de ouro no País", disse hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Fortaleza, ao comentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, durante cerimônia de comemoração dos cinco anos do programa de microcrédito produtivo rural do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Agroamigo. "O Brasil merecia e precisava disso. Fui esculhambado quando disse que a crise era só uma marolinha, mas o Brasil foi o primeiro a sair, e, no Nordeste, as classe D e E estão consumindo mais do que as classes A e B de São Paulo e Rio, numa demonstração que o Nordeste aos poucos vai constituindo sua cidadania, recuperando dignidade e vai dizendo ao mundo não queremos mais ser exportador de pedreiro, mas de engenheiro, de médico, dentista, de inteligência".

"Tudo isso resultado de política pensada e planejada para tentar envolver todos os brasileiros", afirmou Lula, ao citar programas como o Bolsa Família, Agroamigo, crédito consignado e Luz para Todos. O resultado é que mais de 50% dos brasileiros estão na classe média".

Lula citou várias obras que estão sendo realizadas no Ceará e no Nordeste com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e voltou a abordar a dificuldade de se fazer obras no País, diante da burocracia, das exigências de diversos órgãos, de recursos judiciais. Para o presidente, "a máquina de fiscalização está poderosa e a máquina de execução amarrada e amordaçada por todas as teias de aranha que criamos neste País". "Este é um dado concreto e objetivo e digo com o conhecimento de quem trabalha 24 horas por dia para destravar obras". (Estado)

Setor automotivo retoma nível de emprego

Em maio, havia 113.286 contratados, ante 113.127 em outubro de 2008, auge da crise.

A indústria automotiva retomou o nível de emprego pré-crise, encerrando maio com 113.286 empregados na produção de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, segundo a Anfavea (associação de montadoras).
No confronto com abril, houve 658 contratações. Em outubro de 2008, quando houve o agravamento da crise, o setor tinha 113.127 funcionários. Para o presidente da entidade, Cledorvino Belini, "o nível deve se manter".
Fábio Romão, da LCA, destaca que, na média, o setor industrial recuperou o nível de emprego já em abril.
Além de ganhos de produtividade, o economista avalia que as montadoras são mais afetadas pela confiança do consumidor e pelo crédito e agora estão de olho na elevação da taxa de juros e na desaceleração da economia.
No acumulado do ano até maio, a produção de veículos cresceu 20,7%, para 1,43 milhão de unidades, batendo recorde para o período. Apesar da expansão de 78,6% nesse intervalo, as exportações (288,2 mil) ainda não recuperaram os níveis de 2008.
Considerando apenas maio (309,6 mil), houve expansão de 6,6% na produção ante abril e de 14,9% no confronto com igual mês de 2009. Com isso, os estoques atingiram 289.346 unidades ou 34 dias corridos, ante 27 dias em abril.
O presidente da Anfavea afirmou estar em negociação com o governo federal para prorrogar a isenção de IPI para caminhões, que acaba neste mês. (Folha)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Os 185 mil guardas civis municipais do Brasil querem mudar Constituição para melhorar segurança pública

Guardas municipais pedem aprovação da PEC 534

(Postado por Rogério Chagas, presidente do Sindicato da Guarda Municipal do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Servidores da Guarda Municipal, na foto ao lado de Nilson Duarte Costa, presidente da UGT-RJ) — Hoje, no Brasil, 185 mil profissionais estão ocupados nas guardas municipais. E é a nossa grande preocupação a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 534/2002 que está em andamento dentro do Congresso Nacional.

Já entregamos na Câmara um abaixo assinado com mais de dois milhões de assinaturas, no evento que ficou conhecido como a “Marcha Azul Marinho”, que teve a participação de mil companheiros e companheiras do Brasil todo.

Nossa reivindicação é alterar a Constituição Federal, por isso o encaminhamento através de uma Proposta de Emenda Constitucional para garantir poder de polícia às guardas municipais.

A situação de insegurança nacional, especialmente nas cidades e nos bairros aonde vivem as populações mais humildes e que têm grande concentração da classe trabalhadora, é um tema que nos preocupa enquanto representantes das guardas civis municipais e que faz parte da pauta da União Geral dos Trabalhadores que nos têm como a única entidade filiada vinculada diretamente à segurança pública.

Os guardas civis ganharão o status de polícia e além de poderem trabalhar armados estarão vinculados diretamente à população e vão trabalhar na prevenção dos crimes, na orientação das populações e na educação comunitária a favor da segurança pública.

Leia o clipping do dia, por favor:

País não cresce tão rápido desde o Real

Projeção média do mercado para PIB no primeiro trimestre é de 2,5% (10,2% anualizado), com salto em três trimestres de pelo menos 6%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta terça-feira, 8, o resultado do PIB do primeiro trimestre, com a projeção média do mercado apontando um crescimento de 2,5% comparado ao trimestre imediatamente anterior (na série expurgada de variações sazonais), o que significa um ritmo anualizado de 10,2%.

Com esse anúncio, o Brasil deve registrar, a partir do segundo semestre de 2009, o período de crescimento econômico mais rápido desde o plano Real. Mesmo que a expansão do PIB de janeiro a março, comparado com o trimestre imediatamente anterior, em bases dessazonalizadas, venha no piso das expectativas de mercado, de 2,2%, a economia terá dado um salto de 6,1% em nove meses – isto é, na comparação com o PIB do segundo trimestre de 2009. No plano Real, o PIB do primeiro trimestre de 1995 foi 10% superior ao do segundo trimestre de 1994.

Segundo as estimativas das 30 instituições financeiras ouvidas pela AE Projeções, da Agência Estado, a economia acelerou-se ante o forte ritmo já alcançado o último trimestre de 2009, e deve ter crescido entre janeiro e março de 2,2% a 3,1% (9,1% a 13%, anualizado), ante o trimestre anterior, em base dessazonalizada. A mediana das projeções da AE Estado para esse indicador é de 2,5% (10,4% anualizado). No último trimestre de 2009, o crescimento ante o terceiro foi de 1,7%.

Já em relação ao crescimento no primeiro trimestre comparado a igual período de 2009, a AE Projeções colheu 28 projeções, que variaram entre 7,74% e 9,20%, com mediana de 8,55%.

"Na verdade, qualquer número de 2% a 3% significa um ritmo muito forte", comentou Alexandre Pavan Póvoa, diretor do Modal Asset Management, referindo-se à comparação ante o trimestre anterior.

Pavan, que tem projeção de 2,2% para o crescimento do PIB no primeiro trimestre, acha que a definição de um número mais próximo de 2% ou de 3% vai depender basicamente dos investimentos. No caso do Modal, a projeção é de um crescimento do investimento de 2,5% ante o trimestre anterior, o que dá um ritmo de 10,4% anualizado.

Já o Santander tem uma previsão bem mais agressiva para a expansão do investimento no primeiro trimestre, de 5,1%, naquela mesma base, o que dá mais de 20% anualizado. Alexandre Schwartsman, economista-chefe do Santander no Brasil, ressalva que a sua projeção com resultados mais consistentes é a que compara com o mesmo período do ano anterior – nessa base, e previsão para os investimentos é de um salto de 19% no primeiro trimestre.

As instituições também projetam a continuidade do forte desempenho do consumo das famílias. "São dois motores, investimento e consumo", diz José Márcio Camargo, da gestora Opus. A mediana das projeções de mercado para o crescimento do PIB em 2010 já é de 6,6%. (Estado)

Lupi volta a prever 2,5 milhões de novas vagas em 2010

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reafirmou hoje no Rio que devem ser gerados 2,5 milhões de empregos formais no País em 2010. A expectativa é de que, em maio, sejam abertas entre 270 mil e 280 mil vagas. As declarações de Lupi foram dadas durante a cerimônia de abertura das novas instalações da Central de Apoio ao Trabalhador no Rio (CAT-RJ), em São Cristóvão, na zona norte.

De acordo com o ministro, a geração de novos empregos está sendo puxada pela indústria, em especial a de produtos alimentícios, de metalurgia e metalomecânica. Lupi afirmou que estes dois últimos setores já recuperaram as perdas do ano passado. O ministro também destacou os bons resultados no comércio e no setor de construção civil neste ano. (Estado)

Poupança tem captação líquida de R$ 2,12 bi em maio, a maior desde 1995

Segundo dados do BC, o saldo da aplicação atingiu R$ 334,87 bilhões ao final do período

As aplicações em poupança superaram os saques em R$ 2,12 bilhões em maio, informou nesta segunda-feira, 7, o Banco Central (BC). Este foi o melhor resultado para meses de maio desde o início da série histórica do BC, em 1995. Foram aplicados R$ 95,910 bilhões, ante R$ 93,789 bilhões em retiradas, que resultaram num estoque total de R$ 334,87 bilhões em todas as cadernetas do País.

O resultado em maio é 25% maior do que o verificado no mês anterior e 12,8% mais alto que maio de 2009. Este foi o 13º mês consecutivo em que as aplicações superaram os saques; em abril de 2009, a captação líquida foi negativa em R$ 941 milhões. (Estado)

33% dos alunos da rede privada já se embriagaram

Eles relatam que bebedeira ocorreu pelo menos um mês antes da pesquisa

Entre estudantes do ensino fundamental, os que ficaram bêbados ao menos uma vez na vida somam 14%.

Dados inéditos de uma pesquisa sobre o uso de drogas entre os alunos de escolas particulares da cidade de São Paulo revelam que um em cada três estudantes do ensino médio se embriagou pelo menos uma vez no mês anterior ao levantamento.
Os dados mostram ainda que a bebedeira -consumo de cinco ou mais doses na mesma ocasião- é uma prática comum para muitos dos que têm idade entre 15 e 18 anos: 7% dos meninos e 5% das meninas fazem isso de três a cinco vezes por mês.
A pesquisa, do Cebrid (Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) da Unifesp, ouviu, em 2008, 5.226 alunos do ensino fundamental e médio de 37 escolas -os dados só foram concluídos agora.
Entre os estudantes do ensino fundamental (7ª e 8ª séries), o total dos que se embriagaram ao menos uma vez no último mês é menor (14,2%), mas surpreende por conta da idade: geralmente entre 13 e 15 anos.
FATOR DE RISCO — Segundo a pesquisa, o fator de risco mais associado ao consumo excessivo de álcool é sair à noite.
O grupo de alunos que saem ao menos uma vez por semana tinha quase dez vezes mais chances de ter tomado uma bebedeira no mês anterior que os que não saem.
Ricardo (nome fictício), 16, costuma sair à noite três vezes por semana. Sábado, na companhia de dois amigos, estava na rua Augusta com uma garrafa de vinho.
"Não dou mais "PT", mas fico bêbado, lógico. Com seis latinhas já estou "alto'", afirma o rapaz, explicando que "PT" significa perda total: "passar mal, vomitar, ir para casa mal". Experiência que os três dizem ter vivenciado. "Agora só bebo socialmente. Antes, bebia meia garrafa de vodca sozinho", diz João, 15, amigo de Ricardo.
Apesar de a venda de álcool ser proibida para menores, a turma comprou a garrafa num mercado na redondeza, sem mostrar identidade.
DIÁLOGO — "A intoxicação por álcool tem efeito estimulante, no primeiro momento. Isso favorece a agressividade e comportamentos impulsivos e diminui a autocrítica. É o que deixa a pessoa mais em risco", diz Ana Regina Noto, professora da Unifesp e coordenadora da pesquisa.
"Mas não é prendendo o filho em casa que um pai vai evitar que ele beba demais", diz o psiquiatra da Unifesp Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes).
"O ideal é investir em fatores de proteção, como conversar. Perguntar o quanto o filho bebe, como bebe, por que bebe... E aí entrar numa estratégia de redução de danos mesmo", diz Xavier.

Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/747028-controle-de-venda-de-bebidas-deve-ser-melhorado.shtml (Folha)

Banco Mundial defende inclusão de informais na previdência

Um estudo do Banco Mundial apresentado nesta segunda-feira, no Rio, sugere que os países da América Latina façam reformas de seus sistemas da previdência, para dar mais proteção aos informais e para maior portabilidade para os trabalhadores que mudam muito mais de emprego do que há 20 ou 30 anos. Atualmente, segundo o estudo, menos de 50% dos trabalhadores da região são cobertos com previdência contributiva.

- A boa notícia é que a região está pronta para enfrentar estas questões, depois de ter estabilizado a economia e ter avançado muito com programas sociais, como o Bolsa Família, no Brasil e o Oportunidades, no México. Mas esta integração tem de ser pensada, o importante é que o sistema previdenciário seja autossustentável - afirmou Helena Ribe, gerente do setor de Proteção Social, região da América Latina e do Caribe do Banco Mundial.

Ela afirmou que os países da região não podem segregar parte da população que não possui emprego formal. Além disso, segundo ela, a reforma tem de levar em conta a integração com os programas sociais. Ela afirma, também, que isso tem de ser integrado com programas de fortalecimento do mercado de trabalho.

Francisco Ferreira, economista do Banco Mundial, afirma que a redução da desigualdade no Brasil entre 1985 e 2004 foi obtida, quase que integralmente, com programas sociais e previdenciários, muitos dos quais incluídos na Constituição de 1988. Ao contrário dos último anos, segundo ele, quando o emprego teve um papel mais importante.

Entretanto, em sua opinião, o gasto do país com alguns programas previdenciários, que são mais favoráveis a trabalhadores mais "ricos", como os servidores públicos, poderia ser mais eficiente na redução da pobreza:

- O déficit da previdência é elevado e poderia ser melhor aplicado, como na melhoria efetiva da educação, principalmente nos primeiros anos das crianças -- disse.

Ele também afirmou que o sistema previdenciário deve ser integrado com os programas sociais para evitar incentivos à informalidade. Ou seja, os benefícios nunca podem ser tão elevados a ponto de compensar, e acabarem desmotivando a população a trabalhar. (O Globo)