segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Avançar para consolidar no Brasil todo uma nova etapa na nossa Segurança Pública

Segurança, liberdade e cidadania

Por Ricardo Patah, presidente nacional da UGT

O que acompanhamos no Rio, com a vitória ainda parcial do Estado sobre os narcotraficantes, foi a vontade política do Estado brasileiro (integrando forças policiais do Estado e da União) se manifestando através de ações que tiveram o apoio popular porque há vários décadas era parte da agenda cidadã.

O Estado brasileiro, através dos governos federal e estaduais, sempre lavou a mão em relação à contravenção, à distribuição de drogas e ao crime organizado quando localizados em bolsões de miséria.

Ainda é assim em várias partes do Brasil, especialmente nos grandes aglomerados urbanos, e o exemplo do Rio de Janeiro só vingará se conseguirmos, de fato, levar as ações do Estado brasileiro para todo o nosso território, independente da situação econômica das populações que lá vivem.

A defesa intransigente da inclusão social que faz a União Geral dos Trabalhadores significa proteger famílias trabalhadoras e cidadãs que vivem nas favelas, nos cortiços, nas periferias dos grandes centros. Vencer a barreira da concentração de renda significa um Estado protetor para todos e não apenas para os abonados das regiões nobres das cidades.

Combater a insegurança dos grandes centros, que já contamina pequenas cidades do Interior, é obrigação do Estado brasileiro, ou seja, de seus agentes na presidência da República, governadores, prefeitos, ministros, secretários de estado, servidores das forças armadas e das polícias estaduais.

Há décadas, com destaque especial no Rio de Janeiro e depois com repetições nos demais Estados, que a omissão do Estado permitiu aos criminosos se organizar, importar armamento pesado, concentrar grandes quantidades de drogas em seu poder e, principalmente, a agir impunemente. Inclusive dentro das cadeias, onde o Estado deveria exercer com vigor seu poder.

Criaram um Estado dentro do Estado. Com julgamentos sumários, agindo com indiferença pela vida, pela propriedade, pelo respeito aos direitos civis dos moradores dos bolsões de miséria do Brasil. Políticos fizeram acordos espúrios com as gangues criminosas. E a população foi entregue como refém. No Rio um pai de família está na UTI, vítima de uma bala perdida quando saía para providenciar a festa de aniversário de seu filho de um ano.

Por isso, precisamos tornar o exemplo do Rio de Janeiro uma ação cívica irreversível. Chega de insegurança sustentada por polícias e políticas corruptas. Chega de submeter os pobres, seus filhos e filhas aos desmandos do crime organizado, apoiado na jogatina, na contravenção ou no narcotráfico. Mas chega também de pensar que a violência que se alastrou e se institucionalizou no Rio de Janeiro é isolada.

O crime organizado testará, daqui pra frente, todas as brechas para substituir o poderio que perdeu, ainda que temporariamente, nas favelas do Rio. Portanto, o que acontece com o Rio nos interessa. É preciso que o Estado brasileiro se faça realmente presente junto aos bolsões de miséria, trabalhando com afinco para elevar a qualidade de vida destas populações e impedir a proliferação da praga do crime organizado que só cresce com a indiferença dos agentes do Estado.

Leiam o clipping do dia:

Forças de segurança ocupam o ‘coração’ do tráfico no Rio

Praticamente sem resistência dos traficantes, a polícia do Rio e as Forças Armadas dominaram em menos de duas horas o Complexo do Alemão, coração do Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio.
Das centenas de traficantes escondidos lá, 20 foram presos e 3 mortos.
Pouco segundos antes das 8h, blindados começaram a se movimentar em direção ao interior da favela pela rua Joaquim Queiroz, enquanto centenas de homens entravam a pé por outros lados.
Pouco depois das 9h, o comandante da PM do Rio, Mario Sergio Duarte anunciou: "Vencemos".
Os policiais esperavam uma resistência sangrenta por se tratar do principal reduto do Comando Vermelho, facção temida até pelos outros grupos criminosos, com um dos maiores arsenais cariocas. E reforçados pelos traficantes que fugiram da Vila Cruzeiro na quinta.
Dois sinais foram a recusa à proposta de rendição pacífica, anteontem, e a troca de tiros por duas horas, na sexta, dia do cerco ao complexo.
Ontem, quando os policiais se posicionavam numa avenida para iniciar a ação, às 6h58, houve troca de tiros.
Ao iniciar a subida à favela, os policiais civis e federais demonstravam tensão. Subiram no morro andando, sem carros blindados.
Logo nos primeiros metros, começou nova troca de tiros. Helicópteros da polícia davam apoio ao grupo com voos rasantes e com disparos em direção ao morro.
Em seguida, vieram os blindados da Marinha e homens do Bope. Eles subiram por outras ruas destruindo os bloqueios montados há anos pelo tráfico, como trilhos de ferro cravados no asfalto e blocos de concreto.
Ao todo, entre policiais e homens das Forças Armadas, foram 2.700 pessoas, além de veículos blindados de guerra e armas de vários tamanhos e calibres.
Um sinal de fumaça no topo do morro era o sinal que ele estava retomado.
Às 14h, um helicóptero com um bandeira do Brasil sobrevoou o complexo. Policiais civis hastearam a bandeira nacional e outra da Polícia Civil -depois trocada pela do Estado do Rio- no alto do morro. Era a coroação da vitória.
"Aqui era a fortaleza, o coração da facção maior (CV), com maior poder de fogo, da facção que tinha interesse em dominar as outras facções. Essa era a mais esperada de todas as missões", disse o comandante da PM.
Para especialistas, a ação só terá resultado se a ocupação pelo Estado do complexo de favelas for permanente.
De acordo com a polícia, os traficantes fugiram deixando armas e drogas.
Os policiais disseram que parte dos criminosos ainda poderia estar dentro da favela e, por isso, o cerco ao morro deveria permanecer por tempo indeterminado.
A PM realizou buscas de casa em casa. Moradores reclamavam de invasões pela polícia, que não foram não autorizadas pelo morador.
A operação foi desencadeada após série de atentados ocorridos na cidade desde o dia 21, com 106 veículos queimados. Ontem, não houve nenhum ataque. (Folha)

Fome tem redução de 25% em 5 anos

Segundo o IBGE, 3,7 milhões saíram da situação de insegurança alimentar grave, mas o drama ainda atinge 11,2 milhões de brasileiros.

Pelo menos 11,2 milhões de brasileiros passavam fome ou estavam sob risco iminente de não poder comer por falta de dinheiro, aponta o IBGE no estudo Segurança Alimentar, com dados de 2009. Na primeira edição da pesquisa, em 2004, o número era de 14,9 milhões. São 3,7 milhões de pessoas a menos em "situação de insegurança alimentar grave", uma queda de 24,8% em cinco anos. No período, a população do País aumentou 5,5%.

O estudo divulgado nesta sexta-feira, 26, foi feito em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Para o IBGE, o impacto do Bolsa-Família foi o principal fator para a redução do número de brasileiros que passam fome. O aumento do salário mínimo seria o segundo motivo.

"A queda foi muito importante, mas ainda há 11,2 milhões de pessoas que precisam ser vistas e cuidadas", diz a gerente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, Maria Lucia Vieira. "O objetivo é eliminar essa preocupação".

O secretário executivo do ministério, Rômulo Paes de Sousa, avalia que "o ganho foi excepcional para um período tão curto". Segundo ele, o objetivo do governo é acabar com a fome no País, mas a "supressão completa desse temor leva tempo". Para Sousa, a permanência de mais de 11 milhões de pessoas na situação grave deve ser relativizada. "A questão da insegurança alimentar aparece inclusive no país mais rico do mundo, os Estados Unidos", afirma. "Quando comparamos o Brasil com países que têm economia semelhante e investimento também em política social, como o México, a nossa situação é muito mais favorável", argumenta.

Segundo a pesquisa, apenas 65,8% dos brasileiros estavam em condição de segurança alimentar em 2009, ante 60,1% em 2004. Ou seja, no ano passado mais de um terço da população (34,2%) estava em situação de insegurança. São pessoas que apresentavam alguma restrição alimentar ou, pelo menos, preocupação com a possibilidade de ocorrer restrição por falta de dinheiro para comprar comida. Esse grupo se dividia em três categorias: 20,9% com insegurança leve, 7,4% com moderada e 5,8% na situação grave (11,2 milhões de pessoas). Do total na última classificação, 1 milhão eram crianças de 0 a 4 anos. Em 2004, a situação grave atingia 8,2% da população.

O representante do ministério citou dados do México para afirmar que, lá, 62% encontram-se em situação de insegurança alimentar (leve, moderada e grave). "Nos EUA, a insegurança alimentar moderada e grave era de 5,7% em 2008, antes da crise", afirma Rômulo. "A informação que temos é que a situação piorou em função da crise, por causa do aumento do desemprego."

O IBGE aponta forte associação entre condição alimentar e rendimento das famílias: 58,3% dos domicílios do País na situação de insegurança moderada ou grave tinham até meio salário mínimo per capita ou nenhum rendimento. O estudo também mostra que os porcentuais de insegurança alimentar são mais altos nos domicílios com maior densidade por dormitório.

A gerente da pesquisa ressalta que a redução ocorreu principalmente nos domicílios onde havia crianças, na região Nordeste e na área rural. "O foco do Bolsa Família são domicílios com limitação de renda e com crianças", explica ela. "Se o programa social estiver sendo encaminhado adequadamente, o impacto deve ter sido até mais importante do que o do salário mínimo", diz Maria Lucia.

O IBGE aplicou um questionário com 14 perguntas sobre insegurança alimentar nos domicílios investigados na Pnad. As respostas foram dadas com base na experiência dos entrevistados nos três meses anteriores. Não foi calculado, porém, o porcentual de famílias com insegurança alimentar que eram atendidas pelo Bolsa Família em 2009.

Revisão — O diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Francisco Menezes, defendeu uma "revisão permanente" do benefício do programa. "Acho que o Bolsa Família teve papel grande, porque existem famílias que não têm renda ou ela é muito baixa. Nesse sentido, está bem focado. Mas hoje o valor médio transferido é de até R$ 94, ainda abaixo da linha de pobreza extrema", avalia.

"Defendo uma revisão permanente. Hoje, isso ocorre às vezes. Deveria ser tal como é com salário mínimo, a cada ano. Ainda não é suficiente, mas ajuda muito." Para Menezes, o resultado do estudo mostra que o "progresso foi muito significativo, porque não é fácil fazer a redução".

"Vejo com esperança quando a presidente eleita diz que o foco principal dela vai ser enfrentar a pobreza extrema. Isso é factível, mas vai exigir não só continuidade dessas políticas como capacidade de integração cada vez maior para que se possa de fato erradicar a insegurança alimentar grave". (Estado)

13º SALÁRIO PAGAMENTO DE DÍVIDAS
Seis em cada dez brasileiros vão usar 13º salário para pagar dívida. Débitos consomem 42% da renda extra; poupar é segundo principal destino desses recursos.

Pagar dívidas é o destino do 13º salário da maioria dos brasileiros. Segundo pesquisa da GfK obtida pela Folha, 60,6% das pessoas que vão receber o benefício usarão os recursos para quitar débitos.
De acordo com o levantamento, que ouviu 400 pessoas em 12 regiões metropolitanas do país, essa finalidade vai consumir em média 42% do 13º dos entrevistados.
O percentual sobe entre as classes C e D (54% em média), mas também é alto entre as pessoas de alta renda (32% nas classes A e B). Isso indica que o endividamento não é reflexo apenas da carência de dinheiro, mas também da impulsividade e da falta de planejamento.
A boa notícia é que, de acordo com a pesquisa, o segundo principal destino do 13º dos brasileiros (em média 20% dos recursos) será a poupança e os investimentos, o que mostra a intenção em se precaver para as necessidades futuras ou juntar para comprar itens de maior valor.
Presentes e viagens são o terceiro e o quarto maiores focos de gastos. Até porque dinheiro também é consumo e lazer. (Folha)

INSS pagava benefícios a 33 mil mortos

Relatório de 2009 do Tribunal de Contas da União diz que rombo nos cofres públicos pode chegar a R$ 1,9 bilhão

Quase sempre em falta com os vivos, a máquina pública tem sido generosa com a população dos cemitérios, revelam auditorias sobre pagamentos do governo federal.

Por falta de controle sobre seus desembolsos, o Brasil distribui fortunas para pessoas que já morreram.

Além de remédios do programa Farmácia Popular, aposentadorias e pensões, noticiados recentemente pelo GLOBO, os falecidos recebem repasses do Bolsa Família, financiamentos para a agricultura familiar, toda sorte de benefícios previdenciários e ocupam até leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS).

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovado no ano passado, mostra que 33,1 mil benefícios previdenciários estavam sendo pagos a mortos, sob as vistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Um prejuízo mensal de R$ 15,6 milhões, que já estava acumulado em R$ 242,1 milhões.

Outro 1,029 milhão de auxílios foi interrompido tardiamente, muito após o óbito.

Considerando todos os casos, o rombo chega a R$ 1,9 bilhão.

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Responsável pelo Sistema de Controle de Óbitos (Sisobi), hoje com 12,8 milhões de pessoas registradas, o Ministério da Previdência informou, em nota, que o banco de dados tem sido compartilhado, mediante acordos de cooperação técnica, com outros órgãos do governo para que o usem nos seus processos de fiscalização.

Entre eles, constam os ministérios do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa Família, e do Desenvolvimento Agrário, que cuida dos financiamentos da agricultura familiar.

A Previdência alega que a fiscalização em cartórios para verificar a sonegação de informações ao sistema era feita pelo INSS, mas passou à Receita.

Uma lei aprovada em maio do ano passado devolveu a obrigação ao instituto, que ainda normatiza procedimentos e desenvolve processo para automatizar a aplicação de multas.

Segundo a Previdência, embora não haja integração com o banco de dados do Ministério da Saúde, "as entidades se apropriam dos referidos sistemas para realizar os controles necessários".

Sobre a inércia para recuperar pagamentos indevidos, o ministério alega que R$ 55,8 milhões estão em processo de cobrança administrativa. (O Globo, Blog do Noblat)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

UGT parabeniza os técnicos de segurança do trabalho, no seu dia, 27 de novembro

Homenagem ao Dia do Técnico de Segurança no Trabalho

(Postado por Cleonice Caetano Souza, Secretária de Saúde e Segurança do Trabalho da UGT) — Existem no Brasil mais de duzentos mil Técnicos de Segurança no Trabalho que comemoram seu dia, amanhã, 27 de novembro. O técnico de segurança do trabalho é um profissional que tem a responsabilidade de criar uma ponte entre o empregador e os empregados em torno da segurança nos ambientes de trabalho. O profissional indentifica os riscos presentes no ambiente de trabalho e lidera campanhas e outros eventos de divulgação das normas de segurança e saúde no trabalho, além do estudo dos dados estatísticos sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Dependendo da atividade da empresa, elas podem ser obrigadas a contratar técnicos de segurança do trabalho para integrar o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), em razão de seu código na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e número de empregados. A obrigação está prevista no artigo 162 da Consolidação das Leis do Trabalho e detalhada na Norma Regulamentadora nº 4, aprovada pela Portaria nº 3.214/78, da extinta Secretaria de Segurança e Medicina do Ministério do Trabalho (atual Secretaria de Inspeção do Trabalho).

A equipe do SESMT pode ser composta também por engenheiro de segurança do trabalho, médico do trabalho, enfermeiro do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho.

A função dos técnicos de securança do trabalho ganha destaque com a aprovação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). A proteção acidentária é determinada pela Constituição Federal - CF como a ação integrada de Seguridade Social dos Ministérios da Previdência Social - MPS, Trabalho e Emprego - MTE e Saúde - MS. Essa proteção deriva do art. 1º da Constituição Federal que estabelece como um dos princípios do Estado de Direito o valor social do trabalho. O valor social do trabalho é estabelecido sobre pilares estruturados em garantias sociais tais como o direito à saúde, à segurança, à previdência social e ao trabalho. O direito social ao trabalho seguro e a obrigação do empregador pelo custeio do seguro de acidente do trabalho também estão inscritas no art. 7º da CF/1988.

A fonte de custeio para a cobertura de eventos advindos dos riscos ambientais do trabalho - acidentes e doenças do trabalho, assim como as aposentadorias especiais - baseia-se na tarifação coletiva das empresas.

A tarifação coletiva está prevista no art. 22 da Lei 8.212/1991 que estabelece as taxas de 1, 2 e 3% calculados sobre o total das remunerações pagas aos segurados empregados e trabalhadores avulsos. Esses percentuais poderão ser reduzidos ou majorados, de acordo com o art. 10 da Lei 10.666/2003. Isto representa a possibilidade de estabelecer a tarifação individual das empresas, flexibilizando o valor das alíquotas: reduzindo-as pela metade ou elevando-as ao dobro.

A metodologia aprovada busca bonificar aqueles empregadores que tenham feito um trabalho intenso nas melhorias ambientais em seus postos de trabalho e apresentado no último período menores índices de acidentalidade e, ao mesmo tempo, aumentar a cobrança daquelas empresas que tenham apresentado índices de acidentalidade superiores à média de seu setor econômico.

A implementação da metodologia do FAP servirá para ampliar a cultura da prevenção dos acidentes e doenças do trabalho, auxiliar a estruturação do Plano Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador - PNSST que vem sendo estruturado mediante a condução do MPS, MTE e MS, fortalecendo as políticas públicas neste campo, reforçar o diálogo social entre empregadores e trabalhadores, tudo afim de avançarmos cada vez mais rumo às melhorias ambientais no trabalho e à maior qualidade de vida para todos os trabalhadores no Brasil.

Daí a importância cada vez mais crescente dos técnicos de segurança do trabalho, que aproveitamos para parabenizar em nome da União Geral dos Trabalhadores.

Salário médio pago em outubro é o maior em oito anos, mostra IBGE

Rendimento real médio foi de R$ 1.515,40 no mês. Na comparação anual, salários subiram 6,5%.

O rendimento real médio dos trabalhadores ficou em R$ 1.515,40 em outubro e é o maior desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em março de 2002, segundo pesquisa mensal divulgada pelo órgão nesta quinta-feira (25).

Região

Salário em outubro

Recife

R$ 1.143,20

Salvador

R$ 1.297,60

Belo Horizonte

R$ 1.421,90

Rio de Janeiro

R$ 1.600,60

São Paulo

R$ 1.610,00

Porto Alegre

R$ 1.432,00

Fonte: IBGE

Conforme informou o órgão, o recorde anterior havia sido registrado no mês passado, setembro, quando o salário médio ficara em R$ 1.511,49, número revisado pelo instituto.

Em outubro, a taxa de desemprego ficou em 6,1%, de acordo com o IBGE. A taxa também é a mais baixa, considerando todos os meses, nos últimos oito anos. O menor resultado antes desse havia sido registrado no mês anterior, setembro, quando foi verificada taxa de 6,2%. Em outubro do ano passado, a taxa de desocupação havia ficado em 7,5%.

No conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, em outubro, a população ocupada somava 22,3 milhões. Na comparação com o mês anterior, não houve variação. Já em relação ao mesmo período do ano passado, foi verificado aumento de 3,9%.

Por setores — Em relação ao mês anterior, o número de trabalhadores com carteira assinada ficou estável em todas as atividades pesquisadas pelo IBGE, menos em comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (2,5%).

Na comparação com o outubro do ano passado, foram verificados avanços no contingente de ocupados nos setores de serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (4,7%), em educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (7,4%) e nos outros serviços (8,2%). Foi observado recuo em serviços domésticos (-5,1%). (G1)

Mantega quer esvaziar índice de inflação para baixar taxa de juros

Fazenda estuda criar novo índice para expurgar preços de alimentos e combustíveis e, assim, reduzir a meta de inflação e a taxa Selic.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer "desidratar" o índice de inflação na tentativa de reduzir a taxa de juros mais rapidamente no governo Dilma Rousseff. Embora o Banco Central já calcule os chamados núcleos da inflação medida pelo IPCA excluindo alguns alimentos e combustíveis, Mantega resolveu anunciar que o governo estuda criar novo índice para expurgar os preços desses produtos.

Será o IPCA Ex-Combustíveis e Alimentação. A ideia, segundo apurou o Estado, é retirar todos os alimentos e combustíveis do novo índice, diferente do que faz o BC brasileiro hoje e como faz o Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos).

Numa espécie de nova "contabilidade" para a inflação, seguindo estratégia que também será adotada para as contas públicas no próximo governo, Mantega justificou que a medida é necessária porque o Brasil se "acostumou a olhar a inflação cheia".

O novo índice traz naturalmente à tona a discussão em torno de uma mudança na meta de inflação, fixada em 4,5% para 2011 e 2012. Enquanto o IPCA acumulado em 12 meses até outubro está em 5,20%, cálculo de um grande banco mostra que o índice com o expurgo de alimentos e combustíveis no mesmo período é de 4,16%.

Juro menor — Se o governo resolver definir a meta com base no novo índice futuramente, isso pode significar uma menor carga de juros para conter a inflação. Com os expurgos, segundo fontes ligadas ao governo, o ministro acredita que o Banco Central (BC) não precisará reagir a movimentos "momentâneos e passageiros" de alta de preços, muitas vezes decorrente de problemas climáticos e de choques externos. Um ponto negativo é que o núcleo dificulta a identificação de mudanças estruturais de preços de alimentos ou de combustíveis.

Nos últimos anos, Mantega sempre se contrapôs ao BC por elevar os juros por conta de pressões inflacionárias desse tipo, que na sua avaliação não tinham nada a ver com aquecimento da demanda da economia.

Entrou para história a declaração de Mantega, em abril de 2008, de que a culpa pela alta da inflação era do "feijãozinho que todo brasileiro come".

Fortalecido no cargo, Mantega indica agora que quer mudar o foco do BC do índice cheio para o expurgado. O BC, porém, sempre defendeu trabalhar com a meta pelo IPCA cheio por considerar mais fácil para a população entender o sistema.

Independentemente disso, o Copom tem olhado com muita atenção os núcleos do IPCA (o próprio BC faz três diferentes cálculos de núcleos) e muitas vezes decide o rumo da taxa de juros com base neles. Se estão muito elevados, o BC sobe os juros.

Para defender a mudança, Mantega destacou que esse é o modelo utilizado nos EUA. O Fed, no entanto, não trabalha com meta formal de inflação. E tem mandato para perseguir o maior crescimento possível.

Meta mais baixa — Em entrevista ao canal GloboNews, o ministro avaliou que a economia precisa de ajustes para que o governo possa reduzir a meta de inflação. Para ele, uma meta mais baixa, dependendo das circunstâncias, pode significar juros mais altos e menos crescimento.

Ele destacou que uma parte importante da economia brasileira permanece ainda indexada, o que dificulta a queda da meta de inflação. "A economia tem uma inércia, que não é pressão (inflacionária), mas que vai passando de um ano para o outro."

Entre os problemas apontados por Mantega, está a indexação dos preços administrados de serviços públicos, como tarifa de energia elétrica e aluguéis, pelo IGP-M, índice que traz uma influência dos preços das matérias-primas (commodities) e da taxa de câmbio. Mantega antecipou que esse problema pode ser resolvido com a "diluição" desse e de outros indicadores ou troca por índices melhores.

Outro problema apontado pelo ministro é o impacto dos preços das commodities na economia. "O Brasil é cada vez mais forte na produção e exportação de commodities, que estão subindo há vários anos e exercem uma pressão inflacionária muito grande", ponderou.

Copom — Faltando poucos dias para a última reunião do Copom, Mantega disse que vai aceitar caso o BC aumente os juros, mas ponderou que isso só acontecerá se for necessário. "Nós sabemos que aumentar a taxa de juros tem um custo para o País."(Estado)

Desemprego no Brasil renova recorde de baixa e recua a 6,1% em outubro

Em setembro, taxa apurada pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas havia sido de 6,2%

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 6,1% em outubro, ante 6,2% em setembro, divulgou nesta quinta-feira, 25, o instituto. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego de outubro é a menor mensal da série histórica.

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 5,90% a 6,40%, e em linha com a mediana, de 6,10%. Em outubro do ano passado, a taxa havia sido de 7,5%.

Segundo o IBGE, o número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas somou 22,345 milhões de pessoas em outubro de 2010, com variação positiva de 0,3% ante setembro e aumento de 3,9% ante outubro do ano passado.

Já o número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) chegou a 1,444 milhão, com queda de 2,4% ante setembro e recuo de 17,6% comparativamente a outubro de 2009.

Rendimento médio tem maior alta em 52 meses — O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação positiva de 0,3% em outubro ante setembro e alta de 6,5% na comparação com outubro do ano passado, a maior variação na renda apurada pelo IBGE, ante igual mês do ano anterior, desde junho de 2006, segundo destacou o gerente da pesquisa mensal de emprego, Cimar Azeredo. Em outubro, o rendimento médio real da população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em R$ 1.515,40, superior também a setembro (0,3%).

Segundo Azeredo, o maior aumento da renda registrado em 52 meses reflete a inflação sob controle e, sobretudo, o aumento do salário mínimo. "Os dados mostram que os rendimentos mais vinculados ao mínimo estão subindo mais", disse. Outro fator citado por ele é o aumento da qualidade do emprego. "A maior formalidade eleva os ganhos do trabalhador", acrescentou.

Na média de janeiro a outubro de 2010, o rendimento médio real ficou em R$ 1.461,92, acima do mesmo período do ano passado (R$ 1.414,77). É também o maior rendimento médio real, desde o início da série da pesquisa, para esse período.

Massa de renda — Segundo o IBGE, a massa de renda média real habitual dos ocupados somou R$ 34,3 bilhões em outubro, com alta de 0,8% ante setembro e aumento de 10,8% em relação a outubro do ano passado.

Já a massa de renda média real efetiva dos ocupados chegou a R$ 34,1 bilhões em setembro, com alta de 1,0% ante agosto e aumento de 11,1% na comparação com setembro do ano passado. O rendimento médio real efetivo sempre se refere ao mês anterior ao da pesquisa mensal de emprego. (Estado)

Policiais ocupam a fortaleza do tráfico

Traficantes fugiram a pé ou de moto da favela, na zona norte, para o vizinho Complexo do Alemão. "A comunidade [da Vila Cruzeiro] hoje pertence ao Estado", anunciou delegado, ao final da operação de ontem.

Uma operação conjunta do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), das polícias Militar e Civil, que contou ainda com o inédito apoio logístico da Marinha, expulsou ontem o tráfico da Vila Cruzeiro (zona norte), favela considerada a principal fortaleza do crime no Rio.
"A comunidade [da Vila Cruzeiro] hoje pertence ao Estado", anunciou ao fim das operações o delegado Rodrigo Oliveira, subchefe operacional da Polícia Civil.
Não havia informações sobre mortos nessa operação até o fechamento desta edição. Em outras ações ontem, houve 9 mortes em Jacarezinho e 2 em Rocha Miranda, totalizando 38 mortos no Estado desde domingo.
A ação, transmitida passo a passo ao vivo pelas TVs por meio de helicópteros, teve toques cinematográficos e foi o momento de maior tensão do quinto dia da onda de ataques criminosos no Rio.
Veículos blindados cedidos pela Marinha -dez no total, sendo seis do modelo americano M113, que foi usado na Guerra do Iraque- avançaram por ruas fechadas até chegarem à favela.
Sob aplausos de moradores, os veículos -cada um conduzido por dois fuzileiros navais e tripulado por homens do Bope- entraram na Vila Cruzeiro por volta de 12h30. Às 17h, foi decretada a "vitória", com a debandada dos traficantes para o vizinho Complexo do Alemão.
A operação na Vila Cruzeiro não impediu novas ações criminosas -pelo contrário. Depois da entrada dos policiais na favela, ao menos 23 novos veículos foram queimados em diversas partes da cidade e da região metropolitana. No dia inteiro, foram 37; desde domingo, são 80.
Por volta das 20h, bandidos atearam fogo a um ônibus na av. Presidente Vargas (principal ligação entre a zona norte e o centro), a 600 m da sede da Secretaria de Segurança, onde o secretário José Mariano Beltrame dava uma entrevista coletiva.
A operação da polícia contou com cerca de 450 policiais, sendo pelo menos 200 homens do Bope, 40 do 16º BPM e 60 da Polícia Civil. Sessenta fuzileiros navais foram postos à disposição.
"É isso aí, vamos botar ordem na casa", gritaram moradores no momento da ocupação policial.
Os bandidos tentaram retardar ao máximo a entrada da polícia na favela, incendiando um caminhão da loja Casas Bahia e usando blocos de concreto como barricada.
Os obstáculos não detiveram os blindados, à exceção de um, que parou por "problemas mecânicos" -embora tenha levado oito tiros.
FUGA — Com o avanço da polícia, os criminosos começaram a fugir para o vizinho Complexo do Alemão. Pelas imagens feitas dos helicópteros, foi possível acompanhar mais de cem homens, armados com fuzis, fugindo numa picape, em motos e a pé.
As câmeras flagraram ainda os bandidos numa longa fila subindo um morro.
Também foram filmados moradores da favela às janelas das casas com panos brancos, num pedido de paz.
O Alemão foi palco, em 27 de junho de 2007, de megaoperação policial com 1.350 agentes. Houve 19 mortos. (Folha)

Ataques do tráfico poderiam dar prejuízo de até R$ 39 milhões por dia ao comércio

Os ataques de traficantes no Rio podem causar prejuízo ao comércio de até R$ 39 milhões por dia. O valor representa 11% do faturamento diário do setor na cidade. A estimativa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) foi feita considerando que os estabelecimentos dos 15 bairros que registraram atentados esta semana permanecessem fechados.

As regiões incluídas no cálculo são Cavalcante, Costa Barros, Del Castilho, Estácio, Flamengo, Irajá, Lagoa, Laranjeiras, Pavuna, Penha, Praça da Bandeira, Recreio dos Bandeirantes, Rio Comprido, Santa Cruz e Vicente Carvalho.

Segundo a Fecomércio-RJ, o comércio de bens, serviços e turismo na cidade do Rio gastou cerca de R$ 866 milhões no ano passado com segurança particular. O montante corresponde a aproximadamente 2,7% do faturamento do setor em 2009. (O Globo)