quinta-feira, 19 de agosto de 2010

UGT, através das plenárias nacionais, mobiliza sindicatos filiados no Brasil todo. Último evento aconteceu na 10a. Plenária em Santa Catarina

UGT Santa Catarina emociona a todos com organização e logística da 10a. Plenária da UGT Nacional

(Postado por Waldemar Schulz Junior, o Mazinho, presidente da UGT-SC) — Foi realizada nos dias 9, 10 e 11 de agosto a 10ª. Plenária da Executiva Nacional da UGT em Joinville no Teatro Juarez Machado. A abertura no dia 09 de agosto na avaliação dos participantes foi inesquecível no ponto de vista artístico e cultural, quando da apresentação da Escola Teatro Bolshoi no Brasil, elogiada por todos.

Não menos importante no dia seguinte as Palestras sobre o “Orçamento Público: O que isto interessa aos dirigentes sindicais?” pelo Professor Odilon Guedes, “As centrais sindicais na defesa do ponto eletrônico, Sistema Homolognet” pelo Sr. Admilson Moreira dos Santos e o resultado da pesquisa feita com dirigentes sindicais da UGT, durante a 1ª. Plenária nacional de entidades filiadas a UGT pela Professora Dra. Patricia Trópia.

Ao final do dia a UGT lançou a Carta de Joinville em repúdio a todas as formas de violência contra a mulher, em virtude do alarmante dados recentes de execuções de mulheres em todo o Brasil.

No período da noite mais de 500 pessoas prestigiaram a Sessão Solene na Câmara de Vereadores de Joinville em homenagem aos 80 anos do SECJ sessão requerida pela vereadora Dalila Rosa Leal.

Leia o clipping do dia:

Ministério do Trabalho adia a obrigatoriedade do novo ponto eletrônico

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai adiar a obrigatoriedade do ponto eletrônico para as empresas que utilizam esse sistema de controle de frequência de funcionários para o dia 1º março de 2011. A norma entraria em vigor no dia 26 de agosto deste ano, podendo os fiscais do trabalho autuarem os empregadores a partir de 26 de novembro. Segundo o ministro do Trabalho, a exigência foi adiada porque os fabricantes não tinham condições de atender a demanda dentro do prazo previsto.

Uma portaria alterando a data da vigência do ponto eletrônico foi assinada nesta quarta-feira pelo ministro. Na prática a ampliação será ainda maior, porque a partir do dia 1º de março, a fiscalização terá que cumprir um prazo de 90 dias para iniciar as autuações. Nesse período, os fiscais farão visitas técnicas às empresas com o objetivo de orientá-las.

Segundo o Ministério do Trabalho, os fabricantes informaram a capacidade de produzir 553,5 mil equipamentos até novembro, porém existe um universo de 800 mil empresas que terão que implantar o novo relógio de ponta, sendo que algumas delas em mais de uma unidade. Lupi negou pressão eleitoral e disse que trata-se de uma decisão técnica. Ele explicou também que poderia gerar um gargalo e ações na justiça.

- Poderíamos sofrer ações na justiça caso mantivéssemos a exigência sem que o mercado desse conta de atender a demanda.

O novo relógio de ponto tem que contar com memória e impressora. Quem faz controles manuais não está obrigado a cumprir a exigência. (O Globo)

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Trabalhadores poderão usar até 30% do FGTS para comprar ações durante capitalização da Petrobras

A participação dos trabalhadores que já são cotistas da Petrobras por intermédio dos fundos FGTS na capitalização da empresa será limitada ao valor de 30% do saldo que eles têm na conta vinculada - independentemente de o montante ser suficiente para acompanhar integralmente o processo de aumento de capital. Essa é a única alternativa encontrada pelos técnicos que formatam a operação de capitalização no Banco do Brasil (BB) e que já vinha orientando os trabalhos da Caixa, gestora do FGTS.

Isso significa que se os recursos disponíveis no FGTS não forem suficientes, os 90 mil cotistas terão sua participação acionária na Petrobras diluída à revelia. A previsão da Caixa é que o valor a ser aplicado com recursos do Fundo não passe de R$ 1 bilhão, se todos os cotistas optarem pelo investimento.

- A legislação prevê que os cotistas possam entrar no processo com até 30% do saldo da conta vinculada e não existem mecanismos jurídicos que abram brechas para ampliar este limite - disse uma fonte.

Segundo a Caixa, caso o trabalhador tenha direito de entrar com R$ 7 mil na capitalização, mas conte com R$ 10 mil no FGTS, o banco vai autorizar apenas R$ 3 mil. Na situação contrária, se o saldo superar o valor de preferência, serão aplicados somente 30% do saldo da conta vinculada.

- Não há como aumentar esse teto. A legislação não permite - reafirmou a fonte.

A restrição é explicada por duas legislações. A primeira, de 2000, criou os fundos mútuos de privatização, categoria na qual se incluem os chamados Fundos-FGTS. Por ela, os fundos mútuos somente podem receber dinheiro do FGTS. A segunda é o decreto 12.276, que construiu as bases jurídicas para a capitalização da Petrobras.

"Os FMP-FGTS só aceitam aplicações com recursos da conta vinculada do FGTS. Não é possível misturar recursos próprios do cotista (dinheiro) com recursos oriundos da conta do FGTS", explicou em nota a Comissão de Valores Mobiliários.

O órgão destacou que, caso o saldo do FGTS não seja suficiente para acompanhar a capitalização, o cotista terá de participar da capitalização como outro investidor qualquer, sem direito de preferência na oferta (dado aos atuais acionistas). Será a única forma de manter o investimento proporcionalmente inalterado - mas somente caso haja sobras de ações, que seriam colocadas à venda no mercado.

Os 46 fundos existentes, segundo a CVM, podem acompanhar a capitalização da empresa na mesma proporção das ações que possuem em carteira, exercendo seu direito de preferência. Ou seja, se um fundo mútuo possui mil ações, ele poderá comprar até mil dos novos papéis que serão emitidos.

Na prática, no entanto, como seus cotistas têm o teto de 30% do FGTS para usar na operação, provavelmente esses fundos não conseguirão acompanhar integralmente a capitalização.

A presidente da agência de classificação de riscos Standard & Poors para o Brasil, Regina Nunes, disse que a nota de grau de investimento da Petrobras não deverá ser modificada a curto prazo mesmo se a empresa não realizar a operação de aumento de capital em setembro. (O Globo)

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Meirelles: expanção econômica vai avançar 3º trimestre

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o crescimento econômico vai se acelerar no terceiro trimestre deste ano. "Haverá uma recuperação - a questão é para qual nível de atividade e inflação", disse o presidente do Banco Central, em entrevista exclusiva ao Conta Corrente, veiculada na Globo News durante a madrugada.

Meirelles observou que a economia mundial, inclusive a brasileira têm, nesse período atual, uma volatilidade maior do que nos períodos usuais, exatamente pela quantidade maciça de estímulos fiscais, monetários e de liquidez que foram introduzidos nas economias do mundo todo para lutar contra a crise e também em função da retirada ou reintrodução desses estímulos em alguns países. "O importante é que os analistas olhem isso com muito cuidado e não vejam nenhuma situação como permanente", observou. Em outro trecho da entrevista, Meirelles ressaltou que "a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) reflete uma visão no dia da reunião do Copom".

Meirelles disse que os riscos (destacados na ata do último encontro) continuaram existindo, tanto que o Banco Central subiu a taxa de juros em 50 pontos na reunião de julho, depois de ter subido 150 pontos. "Portanto, uma subida de 200 pontos foi porcentualmente em relação à Selic que prevalecia no início do processo, foi a subida mais rápida de todo esse período de 7 anos e meio no BC", comentou. "Foi um dos movimentos mais agressivos do mundo. Portanto, o BC está sempre preocupado com a inflação."

Em resposta sobre como será a economia no segundo semestre - se passará por um cenário de economia acomodada sem pressão inflacionária ou pode acontecer o cenário de aceleração da economia rapidamente com pressão inflacionária, Meirelles disse que "esse é exatamente o segredo das projeções". "Existem fatores trabalhando nas duas direções. O que não podemos é super simplificar. Exagerar um lado da questão ou outro lado", disse.

Meirelles citou que de um lado temos fatores que continuam existindo, como o emprego forte, a renda e o crédito, que está crescendo. E lembrou que temos fatores transitórios, por exemplo, a retirada dos estímulos que levou à antecipação de compras. Por outro lado, a volta do imposto não é transitória.
O presidente do BC destacou ainda que os cortes dos juros feitos pelo BC no primeiro semestre de 2009 tiveram efeito máximo no primeiro trimestre deste ano. "De lá para cá, o BC subiu as taxas em 200 pontos e isso não é transitório", observou.

Meirelles disse que a economia vai se recuperar. "E precisamos olhar com muita moderação e serenidade, essa recuperação", disse.

Em resposta sobre qual seria sua agenda no dia 2 de janeiro de 2011, quando a Presidência do País deverá estar sobre um novo comandante, Meirelles declarou que "espera estar contemplando as possibilidades" e afirmou que segue 100% focado na economia. (Estado)

FGV: clima econômico na AL é o melhor em 12 anos

O clima econômico da América Latina atingiu em julho o melhor patamar dos últimos 12 anos. A informação é da coordenadora do Centro de Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (IFGV), Lia Valls. Segundo ela, o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina, divulgado hoje pela FGV em parceria com o instituto alemão IFO, foi de 6,0 pontos, o segundo melhor da série histórica do indicador, iniciada em 1989. O resultado perde apenas para o desempenho de outubro de 1997, quando o índice atingiu 6,3 pontos.

O ICE é calculado dentro de uma escala de pontuação que vai de zero a 9 pontos - sendo que, quanto mais próximo de 9, melhor o resultado. O indicador é elaborado a partir das respostas obtidas na Sondagem Econômica da América Latina, que em julho ouviu 149 especialistas e analistas do mercado financeiro em 17 países.

O indicador já havia registrado 6 pontos anteriormente, em quatro momentos: nos meses de janeiro, abril e julho de 1997 e em abril de 2000. "Houve uma melhora, na percepção dos analistas sobre o andamento da economia latino-americana, de abril para julho", disse Lia Valls. Em pesquisas anteriores, os especialistas projetavam piora no cenário econômico do continente - o que não ocorreu. "Houve uma frustração de expectativas, mas uma frustração boa, de expectativas que eram ruins", comentou. "Mas mesmo com o resultado positivo, os analistas ainda têm alguma incerteza sobre o futuro, a sustentabilidade da recuperação da economia mundial e da economia latino-americana", acrescentou.

Brasil — O Brasil foi um dos países que mais impulsionaram o cenário observado pelos especialistas em julho na economia da América Latina. "Nos primeiros meses deste ano, continuamos a ter crescimento na economia. O emprego continuou a mostrar bons resultados", lembrou a técnica da fundação. Ela considerou que, atualmente, os temas no Brasil que estão sendo vistos com alguma preocupação por analistas são o avanço da inflação e um déficit mais forte nas transações em contas correntes. "Mas mesmo estes temas não são considerados muito arriscados. São debates para se pensar mais para o futuro", assinalou. "A avaliação é de que, no Brasil, há uma estabilidade na economia", afirmou.

Além do Brasil, outros três países contribuíram fortemente para o bom humor dos analistas em julho, em suas avaliações sobre a economia latino-americana: Chile, Peru e Uruguai. "Todos estes países estão experimentando um movimento de boom econômico", afirmou. "Chile sempre teve uma constante no desempenho de sua economia e há uma percepção de que é uma economia estável. Já Peru e Uruguai experimentaram crescimentos importantes na economia durante o primeiro trimestre" disse. No caso destes dois últimos países, Lia lembrou que eles são fortes exportadores de commodities (matérias-primas) - cuja procura mostrou trajetória de recuperação nos primeiros meses do ano, após sucessivos baques no ano passado, devido à crise global.

A coordenadora fez uma ressalva. Embora o resultado do ICE para a região tenha sido positivo, nem todos os países latino-americanos apresentam a mesma avaliação favorável, aos olhos dos analistas. Ela citou como exemplo a Venezuela, país com o pior clima econômico em julho entre os 11 pesquisados. "Há uma percepção de que a economia na Venezuela não apresenta sinais de estabilidade", comentou. (Estado)

Justiça veta reajuste em plano de idoso

Para juiz federal de MG, nenhum plano de saúde de pessoa acima de 60 anos pode subir por causa da idade. Ele também ordenou que a agência do setor altere a resolução que estabelece normas para os reajustes.

A Justiça Federal de Minas Gerais vetou, em decisão de primeira instância, o aumento das mensalidades dos planos de saúde de idosos com mais de 60 anos. A decisão é valida para todo o Brasil, mas ainda cabe recurso.
O juiz Lincoln Pinheiro Costa, da 20ª Vara Federal, tomou a decisão em resposta a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal. Ele tomou como base o Estatuto do Idoso, que proíbe a variação do valor do plano de saúde por faixa etária nos contratos dos clientes com mais de 60 anos.
Na decisão, o juiz ordena que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) altere a resolução que estabelece normas para o reajuste dos planos de saúde, para evitar que os idosos sejam prejudicados com aumentos.
O reajuste das mensalidades é uma prática recorrente, já que os mais velhos têm naturalmente mais doenças, utilizam os serviços médicos com frequência e, por isso, custam mais às operadoras.
A REGRA ATUAL — A resolução da ANS foi publicada em janeiro de 2004, logo após o Estatuto do Idoso entrar em vigor, em 2003. Diz que, nos contratos firmados a partir de 2004, não é possível reajustar o valor do plano quando o beneficiário completar 60 anos.
Na sentença, o juiz reforça que, pela resolução atual da ANS, apenas idosos que contrataram um plano de saúde após 2004 e que tenham completado 60 anos depois daquela data é que são protegidos pelo Estatuto.
Os demais -aqueles que já tinham plano de saúde e completaram 60 anos antes de a resolução entrar em vigor ou aqueles que firmaram o contrato antes de 2004 e completaram 60 anos depois disso- estariam desprotegidos. Para eles, o último reajuste na mensalidade pode ser aplicado aos 70 anos.
No entendimento do juiz, porém, "nenhum idoso, de todo o país, poderá ter sua mensalidade alterada apenas porque completou 60 anos". A sentença diz ainda que a ANS deverá exigir que as operadoras de plano de saúde cumpram o Estatuto.
OUTROS CASOS — Em 2008, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), determinou que uma operadora de plano de saúde devolvesse em dobro, com correção monetária, um reajuste de 185% que aplicou às mensalidades de uma aposentada quando ela completou 60 anos. Ela tinha contratado o plano de saúde em 2001.
A decisão do STJ também se baseou no Estatuto do Idoso e abriu precedente para que juízes e outros tribunais seguissem na mesma linha.
A ANS informou que já recorreu da decisão. Segundo a agência, as regras atuais não mudam até que a ação seja julgada na última instância. (Folha)

Construtora tem multa recorde de R$ 5 mi por trabalho escravo

A Construtora Lima Araújo Ltda., dona de duas fazendas no sul do Pará, recebeu ontem, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), multa de R$ 5 milhões por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão. O valor é o maior já aplicado no país.
Entre as irregularidades flagradas nas áreas entre 1998 e 2002, estão condutas como o não fornecimento de água potável, falta de assistência médica e de instalações adequadas e o emprego de crianças.
Foi constatado ainda que os empregados das fazendas já começavam a trabalhar tendo uma dívida com o empregador. A empresa recebeu 55 autos de infração.
A construtora disse em nota que "nunca praticou trabalho escravo", considerou a multa aplicada como "absurda" e adiantou que vai recorrer. (Folha)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

UGT reafirma independência e não alinhamento com campanhas presidenciais em andamento

Mulheres da UGT no evento pró-Dilma, em São Paulo

Ontem participei, junto com as lideranças do colegiado de mulheres da UGT, do evento pró-Dilma Rousseff na Casa de Portugal em São Paulo. Meu discurso se manteve coerente com as determinações da base da UGT. Acompanhamos as mulheres mas não nos integramos, enquanto central, à campanha da candidata do PT à presidência. Por que? Porque as bases da UGT decidiram e a direção nacional acatou que nos mantenhamos independentes, respeitando o que cada sindicato e sua diretoria decidam em torno dos candidatos de sua escolha. Nossa participação no evento de ontem reafirma a independência e pluralidade da UGT e provamos nossos vínculos e respeito aos setores da UGT que decidam por este ou esta, aquele ou aquela candidata. A tal ponto, que já nos preparamos para participar do evento que se organiza para a candidata Marina Silva, do PV. Também respeitando as lideranças da UGT que apoiam a candidata do PV, que também tem forte base dentro da UGT. Democracia se constrói com independência. Respeitando as decisões da base e enfrentando de frente as tentativas de manipulação sejam dos partidos políticos sejam da grande imprensa. Porque após as eleições, temos que ajudar a governar o Brasil, independente de quem venha a ser eleito. E nestas horas, quem reafirmou a independência e a fé na democracia, terá condições de apresentar e defender seus pontos de vista, sejam eles favoráveis às politicas adotadas ou contrárias aos interesses dos governantes de plantão. Mas, que no caso da UGT, serão sempre a favor da classe trabalhadora e do Brasil. (Ricardo Patah, presidente nacional da UGT)

Leia o clipping do dia:

Governo admite adiar regra do ponto eletrônico

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesat terça-feira que pode adiar a implementação das novas regras de uso do ponto eletrônico, previsto para entrar em vigor no próximo dia 26, para as empresas que optam por esta forma de controle de frequência dos funcionários. Uma das preocupações, disse Lupi ao GLOBO, é que os fabricantes certificados não consigam entregar os equipamentos dentro das exigências até o fim de novembro, quando os fiscais do trabalho começam a multar.

Até agora, existem no mercado 19 empresas autorizadas pelo Ministério do Trabalho a fabricar 81 modelos de acordo com as novas especificações. A norma obriga empresas que adotam o sistema de controle eletrônico de entrada e saída de seus empregados a instalarem um relógio de ponto, munido de memória e impressora.

Nesta terça-feira, representantes das centrais sindicais pediram ao ministro que as empresas e os sindicatos da categoria tenham liberdade para acertar o ponto eletrônico. A proposta é que prevaleça o que for previsto nos acordos coletivos.

Lupi, segundo a assessoria de imprensa do ministério, mandou a área técnica estudar a proposta. Ele reiterou que as empresas não são obrigadas a utilizar o ponto eletrônico. (O Globo)

Arrecadação soma R$ 67,9 bilhões em julho e bate novo recorde

Resultado foi 10,54% superior a junho; em todos os meses deste ano, a arrecação foi recorde.

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou, em julho, R$ 67,973 bilhões, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira, 17. A arrecadação do mês de julho representou mais um recorde neste ano, em que todos os meses a marca foi quebrada.

O resultado foi 10,54% superior a junho deste ano (em ternos reais considerando o IPCA) e representou alta (real) de 10,76% em comparação com julho de 2009.

A arrecadação administrada pela Receita Federal em julho somou R$ 64,213 bilhões, com alta (real) de 6,64% ante junho e 10,16% sobre julho de 2009. As demais receitas totalizaram R$ 3,759 bilhões, com alta real de 194,3% ante junho e 22,01% sobre julho de 2009.

A arrecadação da Receita nos sete primeiros meses do ano já é R$ 67,416 bilhões maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados pela Receita, a arrecadação no período aumentou de R$ 380,048 bilhões (janeiro a julho de 2009) para R$ 447,464 bilhões (janeiro a julho de 2010), alta real de 12,22%. Levando-se em conta a correção da inflação pelo IPCA, a arrecadação teve um aumento no período de R$ 49,093 bilhões.

Vendas, indústria e massa salarial puxam arrecadação — Segundo a Receita, a arrecadação no ano é puxada pelo crescimento do volume geral de vendas (14,5%), o aumento da produção industrial (16,54%) e da massa salarial (11,32%). A maior contribuição para o aumento da arrecadação foi o crescimento da receita com Cofins e PIS/Pasep, que nos sete primeiros meses deste ano cresceu R$ 14,057 bilhões. Esses tributos incidem sobre o faturamento da empresa e é considerado um termômetro do ritmo da atividade econômica.

Em seguida, a arrecadação que mais contribuiu foi das contribuições previdenciárias, que teve um aumento de R$ 11,584 bilhões no acumulado do ano até julho. Por outro lado, a arrecadação do IRPJ e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), tributos que incidem sobre o lucro das empresas, está menor em R$ 643 milhões do que no mesmo período do ano passado.

Arrecadação previdenciária foi a que mais cresceu em julho — A arrecadação da Receita Previdenciária foi a que mais cresceu em valor financeiro em julho, na comparação com julho de 2009 (já corrigido pelo IPCA). De acordo com os dados da Receita Federal, esse tributo no mês passado arrecadou R$ 18,589 bilhões, com alta de R$ 2,068 bilhões na comparação com julho de 2009. Em termos porcentuais, a variação foi de 12,52%.

No acumulado do ano, a arrecadação previdenciária foi a segunda que mais aumentou em valores financeiros: R$ 11,584 bilhões, ou 10,17% em termos reais. Segundo o subsecretário de tributação e contencioso, Sandro Serpa, a alta da arrecadação desse tributo se deve à elevação da massa salarial neste ano, que reflete a geração de empregos e o aumento na renda.

Receita tomará medidas para manter arrecadação em 'nível adequado' — O subsecretário de Tributação da Receita Federal, Sandro Serpa, afirmou, há pouco, que medidas continuarão sendo tomadas para manter a arrecadação de tributos e contribuições federais em "nível adequado". Ao comentar o resultado da arrecadação em julho, o secretário sinalizou em vários momentos que a Receita vai trabalhar até o final do ano para que o crescimento da arrecadação das receitas administradas não fique abaixo de 10%. "O secretário Otacílio Cartaxo já disse que a casa trabalha para que a arrecadação se mantenha estabilizada entre 10% e 12%", disse Serpa.

Segundo ele, medidas na área de "fiscalização, arrecadação e tributação" continuarão sendo tomadas para que a arrecadação sem mantenha com bons resultados. Ele não especificou nenhuma medida que poderá ser adotada até o final do ano. Mas citou entre as medidas passadas a nova sistemática mais rígida para as empresas solicitarem pedidos de compensação de tributos e a criação de duas delegacias voltadas para os maiores contribuintes pessoas jurídicas e delegacia de grandes contribuintes pessoas físicas que ainda será criada pela Receita, como antecipou a Agência Estado há dois meses.

O subsecretário enfatizou também, em vários momentos da entrevista, que até agora o processo de desaceleração do ritmo de crescimento da economia ainda não foi sentido na arrecadação de tributos. O impacto da atividade econômica na arrecadação, disse ele, leva mais tempo para ser sentido e é diferente para cada tributo, pois eles têm sistemática de cobrança e prazos de pagamentos diferentes.

"Estamos acompanhando o comportamento da economia e temos estudado o seu efeito na arrecadação. A arrecadação até o momento não sentiu o efeito da desaceleração", disse. Na sua avaliação, a arrecadação tem sentido as consequências do aperto da fiscalização e do fechamento de brechas na legislação tomadas desde o final do ano passado. "A variável mais importante na arrecadação é a atividade econômica, mas existem outros fatores como fiscalização, simplificação e fechamento de brechas", ponderou. (Estado)

Portaria vai zerar alíquota de importação de automóveis adaptados

Atualmente, veículos para portadores de necessidades especiais são taxados em 35%

Será publicada na quarta-feira, 18, no Diário Oficial da União portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) que zera a alíquota de importação de automóveis adaptados para portadores de necessidades especiais, que até então eram taxados em 35%.

Segundo nota divulgada pelo MDIC nesta terça-feira, "a medida tem como objetivo principal facilitar a transferência desses veículos para o Brasil por parte de brasileiros que já os tenham no exterior".

Para tanto, a isenção só valerá para automóveis de propriedade de brasileiros que moram no exterior há mais de dois anos e que tenham sido adquiridos há, no mínimo, 180 dias antes do registro da licença de importação. Além disso, os veículos importados com isenção não poderão ser transferidos ou vendidos por no mínimo dois anos a partir da entrada no País. (Estado)

Pousadas terão programa de qualificação de R$ 3,3 milhões

A ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) lançou ontem, em parceria com o Sebrae, um programa de qualificação de pousadas e hotéis de pequeno porte (com até 50 apartamentos) no valor de R$ 3,3 milhões.
O objetivo é melhorar a qualidade dos serviços até a Copa-2014. O programa quer tornar o segmento mais competitivo com melhoras na gestão e na mão de obra.
Segundo o presidente da ABIH, Álvaro Bezerra de Mello, 70% do parque hoteleiro no país é de pequeno porte.
O consultor do projeto, Marcelo Safadi, destaca que a maior parte dos pequenos empresários do setor tem formação em outras áreas. "O boom de pousadas normalmente ocorre após programas de demissão voluntária. O pequeno empreendedor começa o negócio sem uma visão empresarial", diz Safadi.
Ele destaca ainda a dificuldade do setor em criar planos de negócio e de marketing dos destinos turísticos e os problemas com a capacitação da mão de obra temporária.
Será realizada uma pesquisa para mapear as principais dificuldades.
Durval Schmidt, do Sebrae, explica que o programa terá ações nas 12 cidades-sede da Copa e em outras 20 cidades turísticas localizadas em municípios próximos aos locais dos jogos, com um total de 1.280 empreendimentos. (Folha)

Médicos residentes decretam greve em todo o país

Cerca de 17 mil médicos residentes, dos 22 mil em atividade no país, entraram em greve ontem, segundo estimativa da Associação Nacional de Médicos Residentes.
A categoria está desde ontem realizando assembleias nos Estados para decidir se continua com o movimento ou se aceita a proposta do governo de reajustar a bolsa de R$ 1.916 em 20%. A reivindicação é um aumento de 38,7%.
O Ministério da Saúde não deu estimativas sobre a adesão ao movimento grevista, que ganhou o apoio do Conselho Federal de Medicina. A entidade divulgou ontem parecer em que diz que o movimento é "justo" e "ético", desde que não sejam suspendos os atendimentos de emergência.
Além do aumento da bolsa, os residentes pedem benefícios como 13º pagamento, auxílio-moradia e ampliação da licença-maternidade de quatro meses para seis. Em SP, a greve deve se iniciar amanhã, disse Paulo Navarro de Moraes, presidente da associação estadual dos residentes. (Folha)

TSE reafirma que a Lei da Ficha Limpa já vale para as eleições deste ano

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou na noite desta terça-feira, por cinco votos a dois, a decisão de que a Lei da Ficha Limpa vale para as eleições deste ano. Esse entendimento já havia sido firmado pelo tribunal há dois meses, mas na última semana o ministro Marcelo Ribeiro mudou seu voto . Segundo ele, a Constituição Federal proíbe uma lei de mudar as regras das eleições menos de um ano antes do pleito. Diante da polêmica, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, pediu vista, e o julgamento foi retomado nesta terça, com a vitória do posicionamento anterior da Corte.

O único ministro a concordar com Ribeiro foi Marco Aurélio Mello. Os demais discordaram, argumentando que a nova lei não ataca a igualdade entre os candidatos, apenas protege a moralidade da disputa. Sancionada em junho, a lei da Ficha Limpa impede políticos que tenham sido condenados por um colegiado de concorrer às eleições.

- A mudança das regras que definem os requisitos de registro de candidatura atinge todos os candidatos e não tem o condão de afetar a isonomia - afirmou o presidente do tribunal, ministro Ricardo Lewandowski.

- Acho que não há como não se aplicar. A lei não se enquadra nessa condição de não ser aplicada de imediato - concordou a ministra Cármen Lúcia.

Marco Aurélio discordou, em vão:

- Ninguém em sã consciência pode dizer que essa lei não altera o processo eleitoral.

A decisão do TSE foi tomada no julgamento do primeiro caso concreto que chegou à Corte questionando a aplicação da nova lei, do candidato a deputado estadual do Ceará Francisco das Chagas Rodrigues Alves. Ele teve seu registro negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) porque havia sido condenado por compra de votos nas eleições. A questão continua aberta: depois do voto de Marcelo Ribeiro a favor da concessão do registro da candidatura e de Arnaldo Versiani contrário aos interesses do deputado, a ministra Cármen Lúcia pediu vista.