segunda-feira, 28 de junho de 2010

Países do G-20 perderam o controle dos seus sistemas financeiros e agora querem cortar investimentos que prejudicarão América Latina e África

Hora de os trabalhadores do mundo todo unir para se defenderem do G-20

Volto de um encontro mundial Confederação Sindical Internacional (CSI) que aconteceu em Vancouver, no Canadá, entre os dias 21 e 25 de junho. A CSI é a maior entidade sindical mundial, com sede em Bruxelas (Bélgica), e reuniu cerca de 400 entidades nacionais, representantes de quase 200 países, totalizando aproximadamente 1.500 líderes sindicais. Lá e aqui no Brasil fica cada vez mais claro a necessidade de os trabalhadores do mundo inteiro se unirem para fazer um contraponto mundial e nos seus respectivos países contra as decisões anunciadas pelo G-20, que também se reuniram no Canadá, de cortar seus investimentos e gastos públicos pela metade até 2013. A conseqüência destes acordos da cúpula do Capital, sem levar em conta o que querem os trabalhadores e suas lideranças, é adotar políticas protecionistas e recessivas, com impacto direto na empregabilidade e na expansão das economias, especialmente as dos países mais pobres. A África e a America Latina são sempre as regiões que mais sofrem com essas decisões e não podemos ficar quietos enquanto os capitalistas reunidos em torno do G-20 decidem nosso futuro, contra os nossos interesses. Agem de maneira acordada e regionalizada para fazer frente a uma crise que é totalmente de responsabilidade deles, que perderam, e agora reconhecem, o controle do sistema financeiro (leia-se bancos, banqueiros e especuladores) de seus países. (Ricardo Patah, presidente nacional da UGT)

Leia o clipping do dia:

G-20 vai cortar déficits pela metade

Acordo entre países participantes da cúpula no Canadá também inclui o compromisso de redução do endividamento em relação ao PIB

Os países do G-20 se comprometeram com a meta de reduzir seus déficits pela metade até 2013 e por seu endividamento em relação ao PIB em trajetória descendente até 2016. O compromisso faz parte do comunicado de 27 páginas divulgado pelo G-20 ontem, depois de 30 horas de negociação e muita divergência. "Economias avançadas se comprometeram com planos fiscais que vão reduzir pelo menos pela metade os déficits até 2013 e estabilizar a relação dívida-PIB até 2016", diz o comunicado. Para observadores, a posição da Europa prevaleceu ao se estabelecerem metas concretas de redução de déficits, a que os EUA se opunham. O governo brasileiro, que se alinhou com os EUA, disse não considerar que sua visão tenha saído perdedora.

Segundo uma fonte próxima às negociações, a meta se restringe às economias avançadas e cada um vai adotar a receita que achar melhor para sua economia. No sábado, o ministro Guido Mantega havia dito que a meta de reduzir os déficits pela metade até 2013 era "draconiana" e " exagerada". Ele disse que havia o temor de a Europa "fazer ajuste fiscal às custas do Brasil" e de outros países emergentes, reduzindo sua demanda doméstica por causa de aperto fiscal e aumentando as exportações.

A meta de redução dos déficits foi ideia do país anfitrião, o Canadá. Em entrevista, o presidente Barack Obama foi perguntado se o comprometimento de cortar déficits pelo G20 não é um repúdio à opinião dos EUA contra o corte de despesas rápido demais. "Nós já havíamos proposta cortar nosso déficit pela metade, o que é consistente com nossa visão de médio e longo prazo", disse. "Mas eu disse que nem todos poderiam correr pela saída ao mesmo tempo – países com superávit não podem fazer isso", disse Obama, em recado claro para a Alemanha. "Já a Grécia precisa agir imediatamente". Ele disse que as medidas de austeridade da Alemanha , como a dos EUA, não iam entrar em vigor no curtíssimo prazo. "A mais alta priporidade do G20 e garantir e fortalecer a recuperação e criar as bases para crescimento forte e equilibrado, também fortalecendo nossos sitema financeiro contra riscos", diz o comunicado. O texto do G-20 ressalta que a redução dos déficits precisa ser "amigável ao crescimento". Segundo uma fonte próxima as negociações, a palavra-chave foi "frontloaded", as reduções de gastos e reitirada de estímulos não se darão no curtíssimo prazo, em 2010 e 2011, então não devem afetar a recuperação.

O comunicado deixa a cargo de cada país calibrar seus ajustes fiscais de acordo com suas necessidades. "Reconhecemos que as medidas terão de ser implementadas em nível nacional e adaptadas às circunstâncias de cada país."Uma crítica foi que a unidade conseguida em outras cúpulas, que levou a coordenação de políticas que ajudaram à tirar o mundo da crise financeira, não ocorreu em Toronto. " Quando a casa está pegando fogo, todo mundo concorda e entrar e apagar o incêndio", disse um negociador ao Estado. "Quando se trata de reconstruir a casa, cada um prefere de fazer um jeito, é mais difícil dar resposta em uníssono."

Uma menção sobre a flexibilização do câmbio chinês e a recente valorização do renminbi foi retirada do último rascunho a apedido da China. O país não quer que sua moeda seja discutida no G-20, porque considera essa uma questão soberana.

Os países mantiveram a decisão de concluir até a cúpula de Seul, em novembro, a reforma de cotas do FMI, uma reivinidicação brasileira. Também reiteraram o compromisso de apresentar até novembro um projeto de reforma financeira, com aumento de reservas de capital para bancos. Mas o período de transição até 2012, depois do qual as reformas precisam ser adotadas, foi flexibilizado – 2012 virou um "objetivo" em vez de "um prazo máximo".

Outra vitória brasileira foi a não inclusão de uma taxa bancária mundial, defendida pelos países europeus, para capitalizar fundos de prevenção de crises futuras. O anfitrião, o Canadá, se opunha fortemente. (Estado)

Pesquisa revela 10,6 milhões de pobres a menos

Marcelo Neri, da FGV, afirma que POF 2008-2009 mostra que pobres são 19,9 milhões, e não os 30,5 milhões indicados na Pnad.

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008 e 2009, divulgada na semana passada, reservou uma surpresa ao economista Marcelo Neri, um dos maiores especialistas da área social no Brasil: o País tem 10,6 milhões de pobres a menos do que constava nas suas últimas estimativas, baseadas no resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008.

A diferença entre as duas pesquisas deve-se basicamente à inclusão, na POF, da economia de subsistência, a chamada "renda não monetária".

A diferença é muito grande, e significa que a pobreza no Brasil é 35% menor do que se pensava. Em vez de 29,8 milhões, resultado extraído da Pnad, são 19,9 milhões, a partir da POF. Neri, que chefia o Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, observa que a comparação mais correta é do número da Pnad ajustado pela estimativa da população da POF, o que o leva para 30,5 milhões - ou 10,6 milhões a mais que os 19,9 milhões revelados pela POF.

"Isso significa uma diferença muito importante no custo de se acabar com a pobreza - ele cai aproximadamente pela metade", diz Neri. Na verdade, transferências perfeitamente focalizadas de R$ 11,2 bilhões por ano (um pouco menos do que o gasto com o Bolsa-Família) seriam capazes de acabar com a pobreza retratada pela POF. No caso do número de pobres que sai da Pnad 2008, aquele custo sobe para R$ 21,8 bilhões.

Linha de pobreza — A linha de pobreza utilizada pelo pesquisador foi criada pelo Centro de Políticas Sociais, e equivale a uma média de R$ 140 de renda familiar per capita em janeiro de 2009. O valor varia de região para região do País, de acordo com o custo de vida. Essa linha de pobreza, na verdade, é relativamente baixa e, por vezes, os que estão abaixo dela são considerados miseráveis. Neri ressalva, entretanto, que, como linha de indigência, seria um pouco alta.

A razão principal para a diferença entre o número de pobres nas duas pesquisas é o registro que a POF faz da economia de subsistência, ou "economia primitiva", como se refere Neri. Basicamente, trata-se do consumo que não passa pelo mercado e consiste primordialmente na agricultura de subsistência.

O pesquisador nota, porém, que a divergência também pode ser explicada, em uma parte bem menor, pelo fato de que a POF, uma pesquisa muito detalhada e que vai a campo durante um ano, retrata com mais exatidão os programas sociais. "Acredito que a POF seja mais fidedigna nesse aspecto", ele diz.

A Pesquisa de Orçamento Familiar de 2008 e 2009, na verdade, mostra até uma redução relativa da renda não-monetária dos pobres, que chegou a 25,8% do total dos rendimentos - comparado a 32,7% na POF de 2002 e 2003.

Transferências. Outro ponto que chamou a atenção de Neri na POF 2008-2009 é que o crescimento das transferências públicas para os pobres, desde a POF 2002-2003, foi praticamente o mesmo que para a média da população.

Em outras palavras, nessa fase considerada uma "era de ouro" pelo pesquisador, por causa da grande queda na pobreza e na desigualdade, as transferências não foram particularmente focadas nos mais pobres.

Assim, as transferências públicas para os pobres, que correspondiam a 21,5% da sua renda em 2002 e 2003, passaram a representar 26,7% em 2008 e 2009 - um salto de 24%.

No caso da população como um todo, as transferências eram 15% da renda em 2002/2003, e 18,5% em 2008/2009 - avanço de 23%.

Neri ainda não teve tempo de calcular esse dado por faixa de renda, mas sua suspeita é de que a substancial ampliação das transferências como parcela da renda média vá além dos pobres e dos que estão logo acima da pobreza.

Ele nota, por exemplo, que o aumento recente dos aposentados que ganham mais de um salário mínimo, de 7,7%, representa uma despesa adicional de R$ 4,5 bilhões por ano. Esse valor é o que se vai gastar além do que é necessário para repor a inflação, que é o reajuste previsto pela Constituição.

Esse gasto adicional corresponde a 40% dos recursos necessários para acabar com a pobreza, e a 35% do que deve se gastar com o Bolsa-Família em 2010 (aproximadamente R$ 13 bilhões). Embora não conste da POF 2008-2009, aquele aumento dos aposentados reflete uma tendência da transferência pública nos últimos anos.

"O Estado aumentou seus repasses para todos os segmentos da sociedade, e não apenas para os pobres", conclui Néri. (Estado)

SP estuda incentivo para incluir deficiente

Proposta é reduzir tributos para empresas que comprarem produtos e equipamentos que facilitem a inclusão. A ideia é estender depois o benefício para quem desenvolver produtos destinados à inclusão profissional.
O governo paulista deve conceder incentivos fiscais (reduzir tributos) para empresas que comprarem produtos e equipamentos tecnológicos que facilitem a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
A desoneração, já em estudo pelas secretarias dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Fazenda paulista, será anunciada no próximo semestre.
No Estado de São Paulo, 102.998 mil pessoas com deficiência só estão empregadas por causa da fiscalização do Ministério do Trabalho no período de 2000 a 2009.
É que a lei nº 8.213, de julho de 1991, conhecida como lei de cotas, determina que empresas com cem ou mais empregados reservem de 2% a 5% de suas vagas a deficientes. Se não cumprem a lei, são multadas.
""A ideia é definir uma cesta mínima de produtos e permitir que empresas e profissionais autônomos com deficiência possam adquiri-los com isenção de impostos", diz a secretária Linamara Rizzo Battistella. ""É mais um estímulo à contratação."
A lista dos produtos que podem ser beneficiados por essa desoneração ainda não está fechada.
Entre as possibilidades estão leitores de tela, scanners para deficientes visuais, impressoras especiais para imprimir textos em braile e folheadores eletrônicos para auxiliar pessoas com dificuldade para manusear papéis e documentos.
"Se uma pessoa física compra uma cadeira de rodas, tem isenção de IPI, ICMS, PIS e Cofins. Se uma empresa comprar um software ou um aparelho que possa servir de instrumento para a pessoa com deficiência trabalhar, também deve haver isenção", diz a secretária.
Uma das possibilidades é usar a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho, como parâmetro -e forma de controle- para conceder o benefício às empresas.
"Se uma empresa emprega 90 deficientes visuais, comprovados pela Rais, poderia ter isenção na compra de 90 softwares para esses trabalhadores", diz Battistella.
Em uma segunda etapa, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência estuda conceder incentivos a empresas que desenvolvam produtos destinados à inclusão profissional de deficientes.
PARCERIA — "Se a empresa tem sua carga tributária aliviada, certamente repassa esse benefício ao consumidor. O peso dos impostos sempre tem impacto no preço", afirma Monica Cavenaghi, sócia e diretora comercial da Cavenaghi.
A empresa desenvolve equipamentos de adaptação veicular para pessoas com deficiência e atua na revenda e na importação de produtos destinados a esse mercado.
A Microsoft Brasil e a Faculdade de Medicina da USP também estão desenvolvendo para a secretaria o projeto do Notebook da Reabilitação. O objetivo é facilitar a aquisição de notebooks e de programas de computador para pessoas com deficiência ou em reabilitação.
""É essencial que essas máquinas possam ter acesso à internet banda larga, sejam economicamente viáveis e de fácil portabilidade. O projeto é pioneiro no mundo", diz Rodrigo Pimentel, responsável pelas alianças público-privadas da Microsoft.
O professor Chao Lung Wen, chefe da disciplina de telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, explica que o notebook deve oferecer vídeos instrutivos para explicar aos familiares como cuidar melhor dos pacientes com deficiência.
"O objetivo é reintegrar a pessoa com deficiência, oferecendo suporte e orientação domiciliar e pós-atendimento presencial, além de dicas de segurança, vestuário, lazer, aquisição de materiais e direitos", diz o professor. (Folha)

Bancos ampliam ações para estimular consumo consciente do crédito

Instituições financeiras tentam ensinar clientes a não se perder em meio ao forte crescimento da oferta de empréstimos no País nos últimos anos

Com a forte expansão do crédito nos últimos anos no Brasil, instituições financeiras e outras entidades ligadas ao setor começam a fazer movimentos para estimular o consumo consciente de empréstimos. Os motivos para o aumento dessas iniciativas são dois: educar o cliente e – consequentemente – evitar a explosão da inadimplência.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que o crédito consciente tem sido tema recorrente nas reuniões entre a Febraban e os bancos. "Despertamos nas instituições a preocupação de que eles têm de educar o consumidor para que o crédito não o prejudique", diz Fábio Moraes, diretor de educação financeira da instituição.

Pensar no longo prazo, entender o que é crédito e quais as modalidades disponíveis são os pontos básicos do consumo consciente de financiamentos. "É preciso pensar no aspecto social e econômico para o cliente e a sociedade", completa Moraes, que explica que o crédito consciente faz parte de um programa de finanças sustentáveis da Federação.

Para Angela Menezes, professora de finanças do Insper (ex-Ibmec São Paulo), o interesse dos bancos pelo crédito consciente se dá sobretudo por conta da forte entrada das classes C e D no setor bancário.

"Estamos falando de uma fatia da população que nunca teve conta em banco e que quer comprar uma porção de coisas", diz Angela. Os dois aspectos somados resultam na procura pelo crédito. "Eles não têm dinheiro para comprar à vista tampouco têm a consciência que seria bom poupar para comprar", emenda. Com a falta de experiência com produtos bancários, Angela reforça que o risco de haver forte inadimplência, sem esse processo de conscientização, é "bem grande."

Projetos. As iniciativas dos bancos são, em geral, muito semelhantes. Cartilhas, sites específicos e prospectos mais curtos são repetidos no Itaú-Unibanco, Santander, HSBC, Banco do Brasil e Bradesco.

Rogério Estevão, diretor de empréstimos pessoais do Santander, diz que o projeto do banco também tem a ver com o intuito de fidelizar o cliente. "Nós queremos ficar com o cliente por muito tempo e, se não há crédito consciente, há inadimplência e podemos perder o cliente."

No Itaú Unibanco, a principal aposta, além das cartilhas, é estreitar o relacionamento com o cliente. Saber se o cliente está "no vermelho ou no azul" é o primeiro passo, conta Denise Hills, superintendente de sustentabilidade do Itaú Unibanco. "Depois vamos explicar como o crédito funciona, pra que cada linha serve e por aí vai."

Os dois executivos admitem que a preocupação é principalmente porque o crédito no Brasil é usado, sobretudo, para o consumo e não para empreender, por exemplo. "É perceptível que há muita gente que não sabe o que é cheque especial, cartão de crédito e crédito", diz Estevão. (Estado)

Previdência de servidor garante 9% da renda dos mais ricos e só 0,9% dos mais pobres

O sistema previdenciário brasileiro corrobora o alto nível de desigualdade no país. Na primeira vez que o IBGE levantou o peso das aposentadorias dos servidores públicos para as famílias brasileiras, constatou que, entre os mais ricos (com renda familiar superior a R$ 10.375), esses benefícios representam 9% dos ganhos mensais. Mas, para as famílias mais pobres, com renda de até R$ 830, o peso das aposentadorias e pensões da previdência pública é de apenas 0,9%, mostrou a última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada semana passada. Ou seja, trata-se de um gasto público que beneficia, principalmente, os mais ricos.

Os benefícios do INSS, porém, vão no caminho inverso. As aposentadorias e pensões do regime geral respondem por 15,5% dos rendimentos totais das famílias que recebem por mês até R$ 830. Três vezes mais do que no grupo dos mais ricos, com ganhos acima de R$ 10.375, cuja participação é de 5%.

Para o especialista em finanças públicas Amir Khair, não é a Previdência a vilã do sistema de aposentadorias do país. Em vez disso, um sistema que acaba permitindo as altas aposentadorias do servidores públicos, incluindo do Judiciário e do Legislativo. Uma regulamentação eficiente, diz, ajudaria a combater a desigualdade do país.

- A maior política de seguridade social e de transferência de renda é a Previdência.

IBGE: desigualdade começa já no mercado de trabalho — Para Marcia Quintslr, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, esta desigualdade decorre da própria inserção dos trabalhadores no mercado de trabalho, antes mesmo de atingirem a idade da aposentadoria.

- Conforme a classe de rendimentos vai aumentando, o peso do INSS vai diminuindo.

Segundo Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a Previdência no Brasil de maneira geral reforça uma distribuição de renda injusta. Segundo ele, os gastos previdenciário do Brasil são compatíveis com o de países desenvolvidos.

- O estado joga dinheiro pelo helicóptero. Mas, na hora de abrir as portas para os pobres, joga moedas. Na hora de abrir as portas para os ricos, joga notas de cem reais. É quase um bolsa para a classe A e B, $tem 18,9% de suas rendas vindo das aposentadorias. É o pobre que precisa é que deveria receber mais do governo. Pelo atual sistema previdenciário, replicamos a desigualdade.

Pelas suas contas, sai bem $caro reduzir a desigualdade via Previdência do que por programas sociais, como o Bolsa Família: 384% a mais.

- O Brasil diminui sua desigualdade, mas poderia ter reduzido muito mais. Para erra$a pobreza, por exemplo, o Bolsa Família poderia custar R$ 11,2 bilhões por ano. Já somente o reajuste das aposentadorias de 7,7%, aprovado pelo presidente Lula, custará R$ 4,5 bilhões ao ano e isso ainda é um $crescente, dado o envelhecimento populacional - comentou Neri, para quem, ao gastar tanto com o regime previdenciário, o governo deixa de investir no futuro das crianças.

A economista Margarida Gutierrez, do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (Coppead), da UFRJ, está convencida que a realidade mostrada pela POF é a prova de que o sistema previdenciário brasileiro precisa mudar:

- O país deveria adotar um regime de capitalização, para que passasse a haver uma correspondência entre o valor da contribuição e do benefício. O sistema previdenciário brasileiro é totalmente injusto, além de perpetuar a desigualdade social.

" Ainda temos aposentadoria aos 54 anos. Isso é absurdo "

Só que, para a economista, a injustiça atinge ricos e pobres, já que o sistema previdenciário não adota uma idade mínima para liberar os benefícios:

- Mesmo o presidente Lula tendo vetado o fim do fator previdenciário recentemente, ainda temos trabalhadores no Brasil se aposentando aos 54 anos. Isso é um absurdo.

Trabalhador braçal desde criança nos engenhos do município de Rio Formoso, a 92 quilômetros do Recife, o pernambucano Severino Luís da Silva, 56, está na base da pirâmide dos aposentados brasileiros: ganha R$ 510, gasta R$ 200 só com remédios da família e sempre fecha o mês devendo o que vai ganhar no seguinte. Acha injusto receber só um salário mínimo de aposentadoria, porque trabalhava muito no corte de cana, onde ganhava por produção e chegava a fazer o equivalente a dois mínimos por mês.

- Compro o remédio da mulher, de uma filha, e ficam sobrando seis bocas para comer. Fazer o quê? Comprar e ficar devendo no mercadinho - diz o trabalhador, acrescentando nunca ter pensado que ganharia menos depois de se aposentar. - Acho que a mulher do INSS me enrolou. Todo dia 30 sobra mês e falta dinheiro. Quando vira a página da folhinha (calendário) já estou devendo R$ 150 no mercadinho. (O Globo)

IPI inibe produção de cigarro, diz estudo

Membro da Aliança de Controle do Tabagismo relaciona alta do imposto a uma queda de 9,7% na produção. Segundo fabricantes, consumidor migra para produtos falsificados, contrabandeados ou com imposto mais baixo.
Em vigor desde maio de 2009, a elevação da carga tributária sobre o cigarro fez com que a produção caísse 9,7% no país.
A estimativa é do economista Roberto Iglesias, da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), que já realizou estudos sobre o setor para o Banco Mundial.
Iglesias comparou a arrecadação de IPI acumulada entre julho de 2009 e março de 2010 com a de julho de 2008 a março de 2009. Enquanto a elevação das alíquotas do IPI foi de 23,5%, a da receita foi de 11,53%.
O período de abril a junho foi desconsiderado por se tratar de uma fase de transição, na qual as oscilações da produção foram atípicas.
MEDIDAS EFICAZES — A coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, diz que os dados corroboram estudos que indicam que o aumento de impostos é uma das medidas mais eficazes de desestímulo ao fumo.
A medida é indicada pela Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, acordo internacional do qual o Brasil é signatário.
Malta ressalta que diferentes pesquisas apontam para a queda da prevalência do tabagismo no país: de 35% da população adulta em 1989, passou para 21% em 2003 e para 17,2% em 2008.
Enquete telefônica realizada pelo ministério também mostra redução no percentual dos que fumam mais de 20 cigarros por dia.
"Apesar de a metodologia ser diferente, não há dúvidas de que o movimento é de queda", diz Malta.
Ela atribui o resultado à restrição à propaganda, à impressão de fotos de advertência nas embalagens e à aprovação de leis estaduais que proíbem o fumo em locais fechados, além da elevação dos impostos.
MIGRAÇÃO DO CONSUMO —A indústria de cigarros, porém, questiona a associação entre queda da produção e queda do consumo.
"O maior impacto da elevação da tributação está na mudança dos canais de abastecimento do consumidor: aumentando o preço do cigarro legal, o consumidor migra para o "mais barato", sendo este fruto do contrabando, falsificação ou evasão fiscal", afirmou a Souza Cruz por e-mail.
De acordo com a empresa, existem hoje mais de 360 marcas ilegais no Brasil, que respondem por cerca de 27% do mercado.
Já a Philip Morris afirmou que a eficácia do aumento de impostos esbarra também no atual regime de tributação, que atribui alíquotas diferentes de acordo com características como o tipo e o tamanho das embalagens.
"O atual regime tributário incentiva a migração para embalagens e marcas que pagam menos impostos. A migração da demanda (...) limita os efeitos do aumento tributário no consumo e reduz a arrecadação do governo", disse a empresa.
De acordo com a Receita, em 2010 já foram destruídos cigarros ilegais no valor de R$ 34,4 milhões. Em 2009, o total foi de R$ 68 milhões. (Folha)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Com distribuição de renda através de ganhos salariais e adoção de políticas públicas estamos vencendo a subnutrição infantil

Estamos vencendo a Copa do Mundo da Subnutrição Infantil

(Postado por Roberto Santiago, vice-presidente da UGT, licenciado) Nesta semana decisiva na Copa do Mundo, venho dividir com vocês uma outra copa que estamos vencendo ao longo dos anos e que precisa ser lembrada porque seus gols quando são feitos contra ou a favor, são feitos de maneira silenciosa. Nesta semana, o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde constatou que a desnutrição infantil caiu cerca de 62% no Brasil em crianças menores de cinco anos, entre 2003 e 2008. Com isso, a taxa passou de 12,5% (2003) para 4,8% (2008). O mesmo estudo constatou que o déficit de altura por idade também baixou de 20% para 14%.

Os gols desta luta pela vida são decididos através da implantação de políticas públicas, da combinação do Bolsa Família com geração de rendas para as famílias, com o envolvimento do Estado nas suas várias extensões através da escola, dos hospitais, através do Sistema Único de Saúde (SUS), dos professores e nutricionistas. Com a mobilização dos pais, mães e das comunidades.

Os indicadores de desnutrição infantil referem-se aos usuários do SUS e foram divulgados no Seminário Nacional de Alimentação e Nutrição nesta semana, em Brasília. O seminário tem como um dos principais pontos a discussão e revisão da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan), com a participação do governo e especialistas.

A Pnan completa uma década em 2010. Segundo o Ministério da Saúde, uma das principais ações é o monitoramento nutricional de crianças com até dez anos. Atualmente, 4,5 milhões de crianças são acompanhadas pelos profissionais de saúde do SUS.

Para combater a desnutrição, o Ministério da Saúde, entre outras ações, disponibiliza anualmente pelo SUS 1,6 milhão de frascos de xarope de sulfato ferroso e 191 milhões de comprimidos de sulfato ferroso, 131 milhões de comprimidos de ácido fólico e mais de 3,9 milhões de cápsulas de vitamina A. Todos esses suplementos alimentares podem ser obtidos gratuitamente pela população.

"Esses produtos garantem o nível adequado de nutrientes às pessoas, mantendo o peso das crianças dentro de padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde", explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do MS, Ana Beatriz Vasconcelos.

Um dos principais motivos da diminuição da desnutrição infantil é a ampliação da cobertura do Programa Saúde da Família, responsável pela atenção básica da população. As equipes que acompanhavam 31,30% dos habitantes da região Norte (4,2 milhões de pessoas), em 2003, hoje acompanham 50,8%, ou 7,7 milhões de cidadãos.

No Nordeste a cobertura era de 50,5% em 2003 e passou para 71,6% em 2010. Isso representa um aumento do atendimento de 24,6 milhões para 38 milhões entre 2003 e 2010.

Atualmente, mais de 20 mil unidades básicas de saúde acompanham as condições alimentares dos brasileiros. São atendidas 6,7 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O monitoramento nutricional e o fornecimento gratuito de suplementos, garantidos pelo Ministério da Saúde, vão ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

"O combate à desnutrição de crianças é imprescindível tanto para erradicar a fome quanto para diminuir a mortalidade infantil", avalia Ana Beatriz Vasconcelos. Por isso, esses dois ODMs devem ser alcançados antes do prazo estipulado pela ONU.

Leiam, por favor, o clipping do dia:

93% das categorias conquistaram aumentos reais em 2009, revela Dieese

Apenas 28 categorias tiveram índices de reajuste inferiores ao da inflação. O Balanço dos Pisos Salariais Negociados em 2009 aponta ainda que 96% das negociações para reajuste de pisos salariais resultaram, no mínimo, na reposição das perdas salariais ocorridas desde a última data-base

Apesar dos efeitos que a crise internacional impôs à economia brasileira, a partir do último trimestre de 2008, nada menos do que 590 categorias de trabalhadores - 93% do total de 635 categorias pesquisadas - conquistaram aumento real de salários nas negociações que mantiveram com as empresas no ano passado revelou, na última sexta-feira (18), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Apenas 28 categorias tiveram índices de reajuste inferiores ao da inflação. O Balanço dos Pisos Salariais Negociados em 2009 aponta ainda que 96% das negociações para reajuste de pisos salariais resultaram, no mínimo, na reposição das perdas salariais ocorridas desde a última data-base.

Luís Ribeiro, o técnico do Dieese responsável pela pesquisa, disse que 6% dos reajustes se deram sobre pisos salariais de até R$ 465 e outros 25% entre R$ 465 e R$ 500. A faixa de R$ 500 a R$ 600 representou 37% dos pisos reajustados. De R$ 600 a R$ 700, quase 15%. A faixa de R$ 700 a R$ 800 representou 7% dos pisos pesquisados. Negociações sobre pisos superiores a R$ 800 representaram 10% do total.

De acordo com o analista, o sucesso na maioria das negociações está diretamente ligado à conjuntura econômica de crescimento e ao aumento do número de empregos formais.

"As negociações estão conseguindo trazer para os salários esses ganhos que estão sendo vistos na sociedade".

No setor rural, que paga os salários mais baixos, 97% dos pisos salariais tiveram aumento real em 2009. Mas os maiores índices de aumento foram conquistados pelos trabalhadores nas negociações com a indústria.

O setor industrial foi o que mais concedeu aumentos reais superiores a 10%. Em contrapartida, também foi na indústria que o Dieese identificou maior perda no piso salarial.

No comércio, segundo o Dieese, houve maior concentração dos reajustes nas faixas de aumento real entre 2,01% a 6% acima da taxa de inflação. E no setor de serviços a pesquisa identificou a maior incidência de reajustes abaixo da variação do INPC, assim como a maior proporção de reajustes iguais à inflação e com aumentos reais de até 2% entre os segmentos analisados.

O Dieese ressaltou, contudo, que isso não significa que os menores pisos salariais estejam concentrados nos serviços.

Em valores absolutos, metade dos pisos ficou abaixo de R$ 540 mensais.

"Se, por um lado, é possível destacar o bom desempenho da negociação dos pisos salariais em 2009 no que diz respeito, especificamente, aos reajustes, por outro, chama atenção o fato de que os valores dos pisos ainda são fortemente referenciados pelo salário mínimo", assinala o Dieese. (Fonte: Brasília Confidencial)

Otimismo da indústria diminui, mas segue acima da média, aponta CNI

O otimismo dos empresários da indústria brasileira recuou ligeiramente de maio para junho, mas ainda permanece alto, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), calculado pela entidade, caiu 0,3 ponto, passando de 66,3 pontos em maio para 66 em junho. Trata-se da quinta queda consecutiva do indicador desde que ele atingiu o pico de 68,7 pontos em janeiro.

Ainda assim, o índice neste mês ficou 6,8 pontos acima da média histórica, que é de 59,2 pontos. O indicador vai de zero a 100 e leituras acima de 50 denotam otimismo. Foram consultadas 1.545 empresas, entre os dias 1 e 24 deste mês. Nas companhias de grande porte, o otimismo correspondeu a 67,1 pontos, maior que os 65,9 pontos registrados nas de médio porte e os 64,6 pontos verificados nas pequenas indústrias.

O gerente-executivo da CNI, Renato da Fonseca, explicou que as grandes empresas geralmente são mais otimistas porque, além de atenderem a mercados maiores, enfrentam menos dificuldades do que as médias e pequenas indústrias. A entidade ressaltou que o atual cenário positivo da economia nacional alimenta a confiança dos empresários com relação ao futuro. Apesar de recuar de 69,1 pontos em maio para 68,6 pontos em junho, o índice de expectativas para os próximos seis meses segue elevado, o que indica que a indústria vai manter o ritmo dos investimentos.

Os mais otimistas em junho são os empresários da construção civil, cujo índice marcou 66,4 pontos. O indicador da indústria de transformação foi de 65,1 pontos. (O Globo)

Tarifas bancárias têm diferença de até 275%, diz Procon

Diferença do valor cobrado em extratos mensais de conta corrente e poupança chega a 196,55%

As tarifas cobradas pelos principais bancos do País podem apresentar diferenças de até 275%, dependendo do serviço. É o que revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 24, pela Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP), com dados de maio deste ano. Na comparação entre pacotes padronizados, que incluem um conjunto de serviços bancários básicos, a diferença de tarifa entre as instituições pode chegar a 90,48%.

De acordo com o levantamento, realizado em nove bancos (Itaú e Unibanco, na prática, já cobram as mesmas tarifas), a diferença de 275% aparece no serviço de cheque de transferência bancária: enquanto o Itaú Unibanco cobra R$ 0,40, Banco do Brasil (BB), Real, Safra e Santander cobram R$ 1,50. Já o fornecimento de extrato mensal de conta corrente e poupança custa R$ 1,45 no Banco do Brasil e no Bradesco, enquanto o HSBC cobra R$ 4,30 (diferença de 196,55%).

Nos pacotes padronizados, o maior preço é cobrado pelo Safra: R$ 20 por mês. Este valor é 90,48% maior que o do Itaú Unibanco, que cobra R$ 10,50. Segundo o Procon-SP, o valor médio dos pacotes padronizados é de R$ 14,90. Os demais pacotes que aparecem na pesquisa são do BB (R$ 13,00), do Bradesco (R$ 14,50), da Caixa Econômica Federal (R$ 15,00), do HSBC (R$ 17,00), da Nossa Caixa (R$ 12,50), do Real (R$ 18,00) e do Santander (R$ 18,00).

Por determinação do Banco Central (BC), o pacote padronizado inclui serviços de cadastro para abertura de conta, oito saques por mês, quatro extratos mensais, dois extratos referentes ao mês imediatamente anterior e quatro transferências mensais entre contas na própria instituição. Para realizar a pesquisa, o Procon-SP considerou a existência de um cliente que utiliza regularmente os principais serviços necessários para movimentação e controle de sua conta corrente. (Estado)

Dívida interna soma R$ 1,519 trilhão em maio

Crescimento de 1,79% ocorreu em função do impacto da correção dos juros no estoque da dívida e da emissão líquida de títulos.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMi) em títulos subiu R$ 26,650 bilhões em maio. Dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional mostram que a dívida alcançou, em maio, R$ 1,519 trilhão, com um crescimento de 1,79% em relação a abril. O aumento ocorreu em função do impacto de R$ 15,02 bilhões de correção dos juros no estoque da dívida e da emissão líquida de títulos, no valor de R$ 11,63 bilhões.

A parcela da dívida atrelada a títulos prefixados subiu de 32,93% para 33,65%. Já a parcela de títulos atrelados à Selic (a taxa básica de juros da economia) teve uma ligeira redução, de 35,95% para 35,70%. A participação de títulos corrigidos por índice da inflação caiu de 29,41% para 28,93%. Os títulos corrigidos pela taxa de câmbio corresponderam, em maio, a 0,66% do estoque da dívida. Em abril, essa parcela era de 0,64%.

A parcela da dívida a vencer em 12 meses subiu de 26,03% para 28,35%. Este é um indicador bastante observado pelos economistas, porque mostra a necessidade de financiamento no curto prazo. O prazo médio da dívida interna caiu de 3,43 anos para 3,36 anos.

De acordo com os dados do Tesouro Nacional, a dívida pública federal externa teve um aumento de 2,92% em relação a abril, encerrando o mês de maio em R$ 94,85 bilhões. O estoque da dívida pública federal total - que corresponde à soma das dívidas interna e externa - subiu 1,85%, o equivalente a R$ 29,34 bilhões em um único mês, alcançando R$ 1,614 trilhão.

O custo médio da DPMFi acumulado em 12 meses elevou-se de 10,76% ao ano em abril para 10,94% ao ano em maio, segundo os dados. O aumento ocorreu em função da maior variação do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) e do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI). (Estado)

Anatel quer ampliar tarifa local na telefonia fixa

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pretende ampliar a definição de "área local" para as tarifas de telefonia fixa. A agência vai abrir na próxima terça-feira, dia 29, audiência pública para proposta de revisão do regulamento sobre áreas locais na telefonia fixa. A intenção da agência é ampliar ou criar mais áreas de municípios vizinhos em que poderá ser cobrada tarifa local.

Em nota, a agência informa que a proposta contempla 27 regiões metropolitanas e três regiões integradas de desenvolvimento. Se for colocada em prática, a alteração pode beneficiar até 63 milhões de usuários da telefonia fixa, segundo estudos iniciais da Anatel.

A proposta da Anatel pode beneficiar as seguintes regiões: Porto Alegre, Chapecó (SC), Curitiba, Maringá (PR), Londrina (PR), Campinas (SP), Baixada Santista (SP), Belo Horizonte, Vale do Aço (MG), Rio de Janeiro, Vitória, Distrito Federal e Entorno (DF/GO/MG), Goiânia, Cuiabá, Salvador, Petrolina e Juazeiro (BA/PE), Aracaju, Maceió (AL), Agreste (AL), Campina Grande (PB), João Pessoa, Recife, Natal, Cariri (CE), Fortaleza, Sudoeste Maranhense (MA), Teresina (PI/MA), Belém, Macapá e Manaus. (Estado)