terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ampliar o acompanhamento do próximo governo em todos os níveis para consolidar e ampliar as conquistas a favor dos trabalhadores

O Brasil melhora quando melhora para os trabalhadores da base da pirâmide social

(Postado por Roberto Santiago, vice-presidente da UGT na abertura do 1o. Encontro Regional Sudeste e Centro Oeste da Fenascon) — A experiência de se ter um mandato, seja de deputado federal, estadual, de vereador, de prefeito ou de presidente da República é avaliar a atuação efetiva ao longo dos mandatos e avaliar quais os desdobramentos na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros e do povo mais humilde. Temos que antes da eleição escolher bem quem respeitará as indicações dos respectivos grupos sociais organizados, as centrais sindicais, as comunidades, os grupos que se vinculam à base da sociedade. Por isso, agora, com nossa reeleição para deputado federal é hora de mantermos a reavaliação de que é essencial o acompanhamento político das decisões que queremos que sejam encaminhadas a favor dos trabalhadores da base da pirâmide social. Porque o Brasil só melhora quando melhora para os mais pobres, para os trabalhadores que vivem com rendimentos próximos do salário mínimo, por isso temos que insistir na ampliação da representação política, para ampliar os ganhos sociais e econômicos. Temos que acompanhar de perto os respectivos mandatos, da presidente eleita, dos governadores, dos senadores, dos deputados federais e estaduais para respeitar a sinalização que o povo brasileiro nos fez com a eleição da presidente Dilma, que ficou claro que se quer um Brasil mais justo, mais democrático e que gere oportunidades iguais para todos.

Acompanhe o clipping do dia:

Brasil será sétima maior economia do mundo em 2011

O Brasil será a sétima maior economia do planeta em 2011, de acordo com a última projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI). Se alcançado, o feito não será inédito, já que o país alcançou esse patamar na década de 90, mas não conseguiu sustentar.

Desta vez, a economia deve ficar na sétima posição pelo menos até 2015, quando sairá a próxima revisão. A presidente eleita Dilma rousseff assumirá o país com ele já no sétimo lugar, e com uma boa estabilidade, que não permite o sobe e desce de posição. (Redação SRZD)

O Brasil no mercado mundial da World Travel Market (WTM)

Atração pela economia, momento político, pais em desenvolvimento no conceito mundial. Destino com muito a oferecer na projeção de próximo e futuro, com a realização de grandes eventos. O Brasil entra como tendência mundial do turismo, atração de mais turistas e de investidores internacionais.

Esta é a colocação que a Embratur procura difundir em sua participação a partir de hoje e durante a semana da World Travel Market, a WTM. No estande brasileiro, além da oportunidade de realização de negócios com profissionais do mundo todo, os visitantes tem os mais variados destinos do país e sua diversidade cultural.

Na manhã de hoje (8), a organização do evento apresentou pesquisa com 1,257 executivos seniores do setor, um levantamento que indica 47% da indústria mundial observando os mercados emergentes – em especial os integrantes do BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), como grandes oportunidades de investimento para os próximos cinco anos.

A pesquisa mostrou também que 28% dos entrevistados vêem os países em expansão econômica como a grande peça favorável para a indústria de turismo. A apresentação foi feita por Aaron Heslehurst, da BBC, profissional especializado em negócios. Segundo a análise, 55% dos executivos disseram que tiveram impacto positivo nos negócios com os emergentes, enquanto apenas 9,2% colocaram conseqüências negativas. O estudo, coloca ainda que recente acordo entre Brasil e União Européia abre o país como destino turístico e a projeção de receber 335 mil novos turistas já no primeiro ano.

"A WTM é uma feira de tendências de mercado que funciona como bússola para orientar o planejamento anual para a promoção do país. Por isso, estar neste evento significa um momento importante para o posicionamento do Brasil como destino turístico internacional", finaliza Marcelo Pedroso, diretor de Produtos e Destinos da Embratur.

Segundo o presidente da Embratur, Mário Moysés, que também já está em Londres após as visitas e contatos com o empresariado turístico na Espanha e em Portugal, com a economia vivendo um momento positivo, o Brasil se prepara para aumentar o número de turistas estrangeiros de 5 milhões para 8 milhões até 2014. (Brasil Turis)

Produção de veículos bate recorde no acumulado do ano e em outubro

A produção de veículos no país atingiu as 3,043 milhões de unidades no acumulado dos dez primeiros meses do ano e bateu mais um recorde, crescendo 15,3% na comparação com 2009.
A maior marca até então (2,922 milhões) era de 2008, de acordo com a Anfavea (associação das montadoras).
Em outubro, foram produzidos 321,8 mil automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, o melhor resultado para o mês, com alta de 5,5% ante setembro e de 1,5% no confronto com igual intervalo em 2009, ano afetado pela crise.
Já as exportações cresceram 74,8% no acumulado de janeiro a outubro, atingindo 649,3 mil veículos. Em outubro (78,1 mil), as exportações chegaram ao maior montante mensal desde outubro de 2007. (Folha)

Para suprir vendas, montadoras contratam

As montadoras de veículos estão trabalhando a todo vapor para atender à demanda de fim de ano. Já contando com aumento de vendas nos últimos dois meses de 2010, as companhias contrataram em outubro 1.096 novos trabalhadores e pensam em elevar o estoque para suprir as vendas diárias. Por enquanto, no entanto, as férias coletivas no período de festas estão mantidas. Em outubro, o número de empregados no setor chegou a 135.253 pessoas, o maior desde janeiro de 1991 (136 mil).

- As empresas estão trabalhando a todo o vapor para atender à demanda de fim de ano. Por enquanto, o estoque é suficiente para suprir as vendas de 30 dias - disse Cledorvino Belini, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Indústria e revendas fecharam outubro com 299.546 veículos em estoque. Nas fábricas, o estoque chegou a 92.274 unidades (equivalente a nove dias) e nas revendas, a 207.272 (21 dias). Na média, foram vendidos 15.159 veículos por dia em outubro, que teve um dia útil a menos que setembro. A média diária de vendas, segundo Belini, deve subir para 16 mil ou 17 mil unidades neste mês e em dezembro.

A expectativa é vender 3,4 milhões de carros em 2010, volume recorde puxado pela expansão do crédito, redução dos juros e aumento da confiança do consumidor. De janeiro a outubro, foram vendidas 2,805 milhões de unidades no mercado interno, um crescimento de 8% sobre o mesmo período do ano passado. A produção cresceu mais: 10,3%, atingindo 2,814 milhões nos dez primeiros meses do ano. As montadoras devem fabricar 3,6 milhões de veículos este ano. (O Globo)

A 'Classe C' e o novo rumo do mercado brasileiro de franquias

Após crise mundial, a economia brasileira foi uma das únicas a conseguir se restabelecer em curto prazo. O aumento das vendas de produtos da linha branca, como eletrodomésticos e celulares, foi dado pelo crescimento da classe C, que traça aos poucos seu histórico na economia do país.

Um estudo inédito feito pelo Ibope sobre os hábitos de consumo dessa classe, intitulado 'Classe C Urbana do Brasil: Somos iguais, Somos diferentes', aponta que o mercado precisa se adaptar à demanda dessa população. A baStockler, consultoria de negócios, também pontua que esse é um bom momento para se prestar atenção neste público. Por exemplo, a consultoria questiona a pouca quantidade de opções de franquias para essa classe.

A máquina propulsora do mercado de franquias são as classes A e B e parte dos shoppings são voltadas para esse público. Porém, a classe C já contabiliza cerca de 90 milhões de pessoas, responsáveis por quase 50% da renda nacional e que estão em constante subida na escala social brasileira. Prova disso são os dados apresentados pela pesquisa já citada: 19% dessas pessoas pretendem comprar um imóvel nos próximos meses e 9,5 milhões planejam comprar um carro dentro de 12 meses.

De acordo com o instituto Data Popular, a renda média desta classe subiu 13% só em 2008. Dados da ABF - Associação Brasileira de Franchising - mostram outros dados que comprovam o maior poder de consumo da Classe C: em 2009, cerca de 720 mil novos empregos foram criados no Brasil, 11,2% a mais do que em 2008.

Os especialistas da baStockler salientam que, mesmo com a ascensão desse público, as franquias para o público C são raramente encontradas e se concentram nos pólos comerciais de rua, geralmente em segmentos de alimentação e educação. "Quando a classe 'C' tem condições de melhorar seus ganhos financeiros e o seu padrão de vida, as compras do mercado informal não os interessam mais. Comprar em lojas, shoppings e adquirir peças de marca para esse público é uma questão de status", afirma Luís Henrique Stockler, um dos fundadores da baStockler.

Porém, os valores de locação de espaços nos shoppings são altos em decorrência do público ao qual atende, e isso acaba por inviabilizar o negócio. Outras dificuldades são encontradas ao investir em franquias para a classe C, já que muitos investidores, que buscam posicionamento, não têm intenção em atender este público.

O estudo do Ibope aponta, ainda, que a classe C é predominantemente jovem e se preocupa mais em investir na aparência e nos cuidados pessoais, pois manter a aparência jovial, para 64% dos entrevistados, é de suma importância. Segundo Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, lojas como 'O Boticário' já estão oferecendo produtos diferenciados por um preço acessível para chamar a atenção desde público. De acordo com dados da ABF, as franquias de acessórios pessoais e calçados foram as que mais cresceram no ano passado (41,2). Outro dado apresentado no estudo do Ibope é que apenas 23% dessas pessoas falam outra língua e, por isso, este é outro segmento no qual a classe C tem interesse em investir.

Embora este público tenha mais interesse em investir no quesito beleza e idioma, dados da Associação Brasileira de Franchising mostram que em 2008 o número de redes de fast food chegou a 280 no país, e foi o maior entre todas as redes de franquias. Esse crescimento se deu, em grande parte, pelo maior poder aquisitivo das camadas populares. Já em 2009, A classe C é uma das fatias mais disputadas pelo mercado e algumas empresas já tentam abrir franquias direcionadas a esta classe, como é o caso da Kopenhagen, rede de chocolates finos que recentemente inaugurou a "Brasil Cacau".

A Hope, do segmento da moda, também elaborou um plano de expansão que prevê lojas exclusivas e focadas nesta classe, seguida dos exemplos das marcas Líquido e Sawari. O setor de empréstimo consignado também já começou a se movimentar, como é o caso da empresa 'Grana Aqui', mas existem outros segmentos que ainda não se planejaram em relação a isso. De acordo com Stuart Hart, da Universidade de Cornell, em todo o planeta, esses consumidores emergentes somam 4,5 bilhões. Aqueles que não trabalharem diretamente com essas pessoas estão fadados a não crescer, pois no Brasil a nova classe já tem um poder de consumo inigualável. Considerando-se os dados apresentados, os que se preocuparem em atender essa população poderão expandir cada vez mais os negócios. (MetaAnálise)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Trabalhadores em Serviço realizam encontro e aproveitam para discutir futuro da categoria no governo Dilma Rousseff

Trabalhadores em Serviço realizam encontro Sudeste e Centro-Oeste

(Postado por Moacyr Pereira, presidente da Fenascon e secretário de finanças da UGT) — Os trabalhadores em serviços, asseio e conservação, limpeza urbana, ambiental e áreas verdes realizam, a partir de hoje até 10 de novembro o 1o. Encontro Regiobnal Sudeste e Centro Oeste, em Cabo Frio, no Estado do Rio. Além de cumprir uma agenda previamente planejada, as lideranças presentes ao encontro vão aproveitar para trocar idéias e organizar estratégias para atuarem a partir do governo da presidente Dilma Rousseff. Vamos aproveitar também a presença do deputado federal Roberto Santiago (PV-SP), vice-presidente da UGT para aprofundarmos a discussão em torno das políticas sindicais e nossa vinculação, através da UGT e demais centrais, com o Congresso Nacional. Serão discutidos também temas como Sindicalismo e política, Oportunidades e Desafios no setor de Prestação de Serviços, Trabalho Decente, Saúde e Segurança no Trabalho e, ao final do evento, será elaborada a Carta de Cabo Frio que será repassada para as demais lideranças sindicais brasileiras.

Leia o clipping do dia:

Cobrada por sindicalistas, Dilma terá primeiro teste fiscal com novo mínimo

Contas públicas. Definição do valor do salário para 2011 envolve uma intrincada negociação entre governo, Congresso e centrais, que terão reunião esta semana com representantes da atual gestão e da equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff.

O primeiro teste sobre a disposição da presidente eleita, Dilma Rousseff, de promover o ajuste fiscal defendido por integrantes do governo e da equipe de transição ocorrerá nesta semana: a reunião com as centrais sindicais sobre o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias acima do mínimo.

Esses são os dois itens que mais pesam nos gastos do governo, sem contar os juros da dívida pública. O assunto será discutido pelos representantes dos trabalhadores, do atual governo e da equipe de transição, que trabalhará no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Se quiser mesmo segurar o crescimento dos gastos, ela terá de conter o ímpeto dos sindicalistas. Para cada R$ 1 a mais concedido ao mínimo, as despesas do governo com o pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais vinculados ao piso nacional aumentarão em R$ 286,4 milhões, segundo cálculos do Ministério do Planejamento.

Se fosse implementada a promessa do candidato do PSDB, José Serra, de R$ 600, o gasto adicional seria de R$ 17,7 bilhões. É dinheiro suficiente para pagar 15 meses do Bolsa-Família.

As centrais, porém, têm um argumento que cala fundo no coração desenvolvimentista de Dilma: foi a política de dar ganhos reais ao mínimo que impulsionou o consumo nos últimos anos e permitiu ao Brasil escapar dos efeitos mais negativos da crise econômica de 2008 e 2009.

"A Dilma já disse duas ou três coisas que indicam que a política de valorização do salário mínimo vai continuar", disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. "Ela disse que é preciso fortalecer o mercado interno e reforçou a importância do salário mínimo nesse processo."

Além disso, a própria presidente eleita já demarcou as linhas de um eventual aperto. "Recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos", afirmou, após a divulgação do resultado das eleições.

Acordo. Apesar do discurso favorável a aumentos generosos para o mínimo, manobras nos bastidores procuram controlar maiores danos nas contas públicas. Por orientação do governo, o relator do Orçamento de 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), disse aos sindicalistas que poderá dar um reajuste mais generoso em 2011, mas ele será descontado do aumento para 2012.

Explica-se: por uma regra acertada entre governo e centrais, ainda não convertida em lei, o mínimo é corrigido conforme a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás. Por esse mecanismo, o valor para 2011 seria R$ 538,15, que é o piso atual (R$ 510) corrigido pela inflação, mas sem o acréscimo do PIB porque em 2009 a economia encolheu 0,2%.

Em 2012, porém, o mínimo já tem garantido aumento da ordem de 7,5% acima da inflação, pois essa deve ser a taxa de crescimento do PIB em 2010. O que Argello propôs foi pagar em 2011 parte do que será dado em 2012.

Resistência. As centrais são contra. Elas querem aumento real para o mínimo agora, mas não abrem mão do reajuste grande de 2012. "Essa história de parcelar parece coisa de Casas Bahia", brincou o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). "É loucura, porque o reajuste de 2012 vai refletir o bom momento de 2010", disse Artur Henrique.

Diante da resistência, Argello não sabe se insistirá na ideia. "Vou conversar com o presidente Lula e com Dilma", disse ele, na semana passada. "Mas a orientação partiu do Executivo."

O relator avisa que não tem como acomodar um aumento muito grande de despesas. A análise da proposta para 2011 mostrou que a arrecadação pode ficar R$ 17,7 bilhões acima do previsto, mas a lista de gastos não contemplados passa dos R$ 30 bilhões. Argello acha que, com esforço, dá para elevar o valor para R$ 550.

Para Paulinho, é questão de decidir como serão gastos os R$ 17,7 bilhões. Pelo sim, pelo não, ele já tem elaboradas emendas ao Orçamento. Se as negociações com o governo chegarem a bom termo, ótimo. Do contrário, ele proporá um mínimo de R$ 580 e caberá aos parlamentares decidir o novo valor no voto. (Estado)

FGTS pode ser usado para abater dívida de imóvel

Prática é pouco comum, mas especialistas afirma que em alguns casos vale a pena.

Usar o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para dar entrada na compra de um imóvel é prática comum no mercado nacional. Poucos sabem, no entanto, que também é possível utilizar esses recursos para quitar prestações do financiamento imobiliário, pagar parcelas em atraso e até para liquidar totalmente a dívida.

Segundo especialistas, todas as alternativas são interessantes, mas é preciso analisar cada situação individualmente antes de optar por alguma delas. "Na agência da Caixa Econômica, eles auxiliam o cliente a tomar a melhor decisão fazendo cálculos", diz Mário Avelino, presidente do Instituto FGTS Fácil.

Teoricamente, a alternativa que possibilita a liquidação ou amortização do saldo devedor é mais vantajosa, uma vez que o cliente antecipará o pagamento e terá desconto nos juros do financiamento. "Às vezes, o cliente não tem crédito de FGTS suficiente para quitar o saldo devedor, mas apenas para pagar algumas prestações. Neste caso, ele opta pela segunda alternativa", diz José Maria Leal, superintendente Nacional de FGTS da Caixa Econômica Federal.

Além do saldo insuficiente, há algumas regras da Caixa que impedem determinados clientes de usufruir dessas opções. Por exemplo: para quitar a dívida com o banco, o cliente não pode ter nenhuma prestação do financiamento atrasada.

Já para programar a quitação das parcelas, o trabalhador precisa ter um volume de saldo suficiente para garantir o pagamento de, no máximo, 80% do valor da parcela pelos próximos 12 meses. "Não é possível pagar 100% do valor da parcela com esses recursos", reforça José Maria Leal, da Caixa.

Até o fim de agosto deste ano, a Caixa registrou mais de 650 mil saques do FGTS para aplicação em moradia. No total, foram movimentados R$ 4,6 bilhões. Segundo o superintendente do banco estatal, "a maior parte desse volume" é utilizada para dar entrada no primeiro imóvel.

A Associação Nacional dos Mutuários (ANM), instituição que auxilia proprietários de imóveis com dificuldades ou dúvidas sobre financiamentos, confirma que há um grande desconhecimento da população sobre as possibilidades de usar o FGTS na quitação das dívidas imobiliárias.

Segundo a associação, pelo menos 300 ações judiciais tiveram determinação de pagamento da dívida com o saldo do FGTS dos inadimplentes durante 2009. "O desconhecimento da população sobre os usos do FGTS é tamanho que temos de ir à Justiça resolver formalmente questões simples como essas", afirma Thais Asprino, advogada especialista em mercado imobiliário do escritório Augusto, Asprino & Camazano.

Fundo de investimento — Avelino, do FGTS Fácil, lembra que, em breve, deve estar disponível no País a possibilidade de aplicar os recursos do FGTS em um fundo de investimento que reunirá os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Os trabalhadores devem ficar atentos à essa opção porque será muito vantajosa."

A liberação dessa possibilidade depende da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Consultada pela reportagem, a CVM afirmou que esse processo "deve passar para uma fase de elaboração de uma norma. Depois de elaborada e aprovada internamente, a norma deve passar por um período de audiência pública" para, depois entrar em vigor.

O diretor do FGTS Fácil lembra que nos últimos dez anos, o FGTS acumulou rendimento de apenas 65%. "Enquanto isso, as ações da Petrobrás que foram compradas há uma década com os recursos de trabalhadores renderam mais de 600%", diz, para demonstrar como a rentabilidade do FGTS é baixa e o quão vantajoso é aplicar esse recurso em outro investimento. (Estado)

Febraban lança 0800 7728050 para ouvir queixas e sugestões

Batizado de "Conte Aqui", o objetivo não é resolver problemas individuais dos clientes, mas virar um canal para aprimoramento da autorregulação bancária. Os clientes poderão apontar falhas de conduta, queixas relativas a tempo de espera, falta de informações etc. O registro poderá levar até a sanções dos bancos que desrespeitarem a autorregulação. O serviço funcionará pela internet (www.febraban.org.br/conteaqui) e pelo telefone 0800 7728050. (Folha)

Otimismo do consumidor bate recorde em outubro, aponta CNI

O otimismo do consumidor brasileiro voltou a crescer em outubro após registrar uma leve queda em setembro. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), subiu 2% no mês passado e atingiu 120,7 pontos.

Trata-se do melhor resultado do indicador desde o início da série, em 2001. O recorde anterior foi obtido em agosto deste ano, quando o índice apurado foi de 119,3 pontos. Contribuíram para o desempenho do mês passado as perspectivas positivas dos consumidores com relação ao desemprego e o controle da inflação.

Na passagem mensal, o Inec apurou um aumento de 6% no indicador que mede a expectativa de evolução do emprego. Com isso, esse componente do INEC saltou para 144,9 pontos, sendo também o maior patamar da série histórica. "O otimismo reflete o baixo nível de desemprego", assinalou a CNI.

O percentual dos que esperam declínio da inflação avançou 5,9%, para 131,5 pontos. A maior pontuação até então deste índice tinha ocorrido em setembro de 2006. Ainda segundo a pesquisa, a proporção dos consumidores que afirmam ter reduzido suas dívidas aumentou 3,3% e alcançou 114,1 pontos.

Já os índices que medem as perspectivas de compra de bens de maior valor e a situação financeira do consumidor ficaram praticamente estáveis, com crescimento de 0,5% (115,1 pontos) e queda de 0,1% (117,4 pontos), respectivamente.

Por outro lado, o índice de expectativa de evolução da renda pessoal caiu 1,3% em outubro e chegou a 113,5 pontos. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 15 e 18 de outubro. (Valor online)

Poupança fecha outubro com captação de R$ 2,5 bi, melhor resultado para o mês em 15 anos

A caderneta de poupança fechou outubro com captação líquida de R$ 2,561 bilhões. Apesar de o montante ser quase metade a menos que o visto em setembro, trata-se do melhor resultado para esses meses desde o início da série histórica do Banco Central (BC), em 1995. Com isso, o saldo total da aplicação chegou a R$ 364,598 bilhões.

Em setembro, as aplicações cresceram por causa da antecipação do pagamento de metade do 13º salário aos aposentados e pensionistas.

A poupança é a aplicação financeira mais popular do país, com rendimento fixado em 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial que, agora, está próxima de zero. Além disso, não há incidência de Imposto de Renda (IR) sobre a caderneta.