sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Revolução na Educação que é a palavra de ordem da UGT se torna cada vez mais inadiável diante dos gargalos na mão-de-obra

Educação e qualificação já para eliminar gargalo na mão-de-obra

A UGT desde a sua fundação insiste num tema de uma nota só: Educação, Educação, Educação. Para nós da UGT é essa a chave que garantirá, junto com as inadiáveis reformas na infra-estrutura do Brasil, a solução dos gargalos ao nosso crescimento económico. Porque está todo mundo feliz com as promessas de nos tornarmos a quinta economia global. Mas a frustração poderá ser grande se não resolvermos, já, a Educação e a Qualificação no Brasil. A Educação, em todos os níveis, ajudará a gerar gente qualificada. A Qualificação também imediata permitirá que nossos trabalhadores e trabalhadoras se preparem para o crescimento que só será possível com a participação da classe trabalhadora brasileira. Não existe outra alternativa pois o Brasil só confirmará seu crescimento com a integração e inclusão social e com a participação de todos nós nesta imensa construção de um País que ainda tem tudo a ser realizado. (Ricardo Patah, presidente nacional da UGT)

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Falta de mão-de-obra qualificada atinge 2/3 dos empregadores no Brasil, diz pesquisa

País fica em 2º em ranking de 36 países; escassez de profissionais qualificados só é maior no Japão.

Quase dois terços dos empregadores brasileiros encontram dificuldades de encontrar pessoas qualificadas para preencher cargos disponíveis, segundo indica uma pesquisa realizada pela consultoria internacional de recursos humanos Manpower.

Segundo a pesquisa, que ouviu mais de 35 mil empregadores em 36 países, a escassez de mão-de-obra qualificada no Brasil só não é maior do que a no Japão.

Entre os empresários brasileiros, 64% disseram ter dificuldades para preencher suas vagas com profissionais qualificados. No Japão, esse percentual foi de 76%.

Na média dos 36 países pesquisados, 31% dos empregadores disseram ter dificuldades em encontrar profissionais qualificados.

Crise

A crise econômica mundial a partir de 2008 ajudou a reduzir o problema na maioria dos países. Em 2006, a média de empregadores que não conseguia encontrar profissionais qualificados em quantidade suficiente era de 40% nos países pesquisados.

Nos Estados Unidos, esse percentual caiu de 44% para 14% entre 2006 e 2010. Na Irlanda, país com menor escassez declarada de mão-de-obra qualificada, com 4%, tinha 32% em 2006.

Na Grã-Bretanha, o percentual caiu de 42% em 2006 para 9% em 2010. A Espanha, outro país fortemente atingido pela crise, teve o percentual reduzido de 57% em 2006 para 15% neste ano.

Em movimento inverso, muitos países em desenvolvimento, que foram menos atingidos pela crise mundial, viram a escassez de mão-de-obra qualificada aumentar.

Na Argentina, 41% dos empregadores diziam ter dificuldade de preencher seus cargos com gente qualificada em 2007, primeiro ano em que o país aparece na pesquisa. Neste ano, esse percentual aumentou para 53%.

Na China, o percentual era de 24% em 2006, caiu para 15% em 2008, mas subiu a 40% em 2010. Na Índia, houve um aumento menos acentuado: de 13% em 2006 para 16%, depois de chegar a 20% em 2009. (Estado/BBC)

Proporção de pobres cai para 23% no Brasil

Segundo estudo, percentual era de 33% há quatro anos; Sudeste está entre as regiões mais favorecidas.
O percentual de pobres caiu de maneira sustentável no Brasil entre 2004 e 2008 e, mesmo com a crise financeira internacional, o movimento provavelmente não foi interrompido em 2009, de acordo com a economista Sonia Rocha, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.
Ela apresentou ontem, no 22º Fórum Nacional, um estudo com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, que mostra que a proporção de pobres no país caiu de 33,2% para 22,9% no período pesquisado.
O movimento contribuiu para a redução da desigualdade, mas teve impactos diferentes nas regiões brasileiras. No Sudeste, por exemplo, a queda no número de pobres foi de 35%, enquanto no Nordeste esse percentual foi de 27%.
A economista explica que o Sudeste, particularmente São Paulo, beneficiou-se mais do crescimento da renda no período, pois o principal fator que motivou isso foi a melhoria do mercado de trabalho e o aumento do salário mínimo.
Ela destaca que esse era um fato esperado, pois os grandes centros tendem a se beneficiar mais rápido do crescimento econômico, mas que contribui para aumentar a desigualdade entre regiões.
O trabalho mostra também que as famílias mais pobres foram as mais beneficiadas pelo crescimento.
No caso apenas desse grupo, o peso das transferências de renda no orçamento total familiar aumentou de 10% para 18%, o que mostra que programas como o Bolsa Família ou o Benefício de Prestação Continuada tiveram papel importante na redução da pobreza.
Isso não significa, diz ela, que a melhoria da situação financeira dos pobres se deu apenas por causa dessas transferências. O peso da renda do trabalho ainda representa 71% do orçamento familiar desse grupo. O que o dado mostra é que as transferências cresceram em ritmo superior aos salários e às demais rendas do trabalho.
Como os dados consolidados de 2009 só serão divulgados em setembro, ainda não é possível saber se o movimento de redução da pobreza continuou mesmo durante a crise.
Ela, porém, aposta que a queda deve ter continuado, já que houve melhoria do salário mínimo, aumento das transferências de renda, e a crise, no período de coleta da pesquisa do IBGE (setembro), já havia passado por sua pior fase. (Folha)

Brasileiro trabalha até dia 28 apenas para pagar tributos

Os brasileiros terão de trabalhar até a sexta-feira da próxima semana, dia 28 deste mês, apenas para cumprir suas obrigações tributárias com os fiscos federal, estaduais e municipais.
Serão 148 dias de trabalho no ano, um dia a mais do que os trabalhados em 2009 e o mesmo número de 2008.
O cálculo faz parte do estudo sobre os dias trabalhados para pagar tributos, divulgado ontem pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
Segundo o estudo, hoje os brasileiros trabalham quase o dobro do que trabalhavam na década de 1970 (76 dias) apenas para os fiscos.
Os brasileiros estão entre os que mais pagam tributos no mundo, perdendo apenas para os suecos (185 dias) e os franceses (149 dias). Os espanhóis (137), os norte-americanos (102), os argentinos (97), os chilenos (92) e os mexicanos (91) trabalham menos do que os brasileiros.
Com base no estudo, o IBPT diz que 40,54% da renda bruta dos contribuintes estará comprometida neste ano com tributos.
Nesses 148 dias, os três fiscos arrecadarão quase R$ 500 bilhões -ontem, o Impostômetro (painel na capital paulista que registra, em tempo real, a carga tributária no país) já marcava mais de R$ 460 bilhões.
Os 148 dias foram calculados para o rendimento médio mensal. Para a baixa renda (até R$ 3.000), são 141 dias trabalho (de 1º de janeiro até hoje). Para a média renda (R$ 3.000 a R$ 10 mil), são 157 dias, ou seja, até 6 de junho. Para a renda alta (mais de R$ 10 mil), serão 152 dias -até 1º de junho.
O IBPT também calculou quanto os brasileiros comprometeram de sua renda bruta para pagar tributos sobre a renda, o patrimônio e o consumo. Na média, 40,54% da renda de cada cidadão estará comprometida neste ano com os três níveis de governo. Em 2009, foram 40,15%, e, em 2008, 40,51%. (Folha)

Brasil pode ser a quinta economia do mundo na próxima década, diz presidente do Ipea

O Brasil deve aproveitar a oportunidade de transição da economia para um desenvolvimento que prioriza a sustentabilidade para se tornar uma liderança mundial, segundo o presidente do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann. Nesta quinta-feira, ele participou, no Rio, do 22º Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

- Ele (o Brasil) tem as condições concretas para construir, neste século, um protagonismo inédito do ponto de vista da concepção de um desenvolvimento que não seja apenas econômico e social, mas que tenha capacidade de sustentar do ponto de vista da reprodução humana e do bem-estar social -afirmou o presidente do Ipea.

Pochmann disse que há uma convergência nacional, "e até internacional", de que chegou o momento brasileiro. Chamou a atenção para o fato de que, desde a crise de 1929, esta é a primeira vez em que a recuperação econômica mundial é puxada pelos países em desenvolvimento e não mais pelos países ricos. Entre eles, citou a China, Índia e Brasil. "Isso inspira a perspectiva de o Brasil vir a se transformar na quinta economia do mundo, possivelmente ao final da próxima década em que estamos ingressando".

O desafio não é voltar a crescer de forma mais rápida, mas combinar o crescimento com um melhor bem-estar social e, sobretudo, ambiental. Ele sublinhou que, além de crescer economicamente, o Brasil deve se transformar também na quinta melhor sociedade, do ponto de vista do padrão de bem-estar social.

Um dos desafios continua sendo a educação. Do ponto de vista quantitativo, o problema da universalidade da educação está resolvido, mas não do ponto de vista qualitativo, observou Pochmann. Educação exige mais recursos. Ao mesmo tempo, pressupõe uma capacidade de fazer mais com o mesmo recurso, de forma a melhorar a qualidade da educação brasileira, ressaltou.

Outro desafio é a questão demográfica. "Se queremos ter um padrão de bem-estar adequado para as pessoas que vão envelhecer nos próximos anos, significa, fundamentalmente, o Brasil elevar a sua produtividade". Explicou que a produtividade pressupõe um projeto de desenvolvimento econômico e também elevação da educação e da tecnologia, a fim de preparar melhor as pessoas para o trabalho e para a própria vida.

A percepção de novos valores faz parte de uma mudança cultural do ponto de vista da integração nacional. Pochmann não vê problemas estruturais que impeçam o Brasil de ter crescimento sustentável de longo prazo a taxas muito maiores das que temos atualmente. "O Brasil cresce acima de 4%. Na década de 90, cresceu em torno de 2%. Não vejo problemas em nós crescermos a 6% ou 7% ao ano porque, do ponto de vista do reconhecimento, nós somos um país ainda em construção". Afirmou que crescer mais rapidamente ajuda o país a enfrentar o problema da geração de empregos.

Para Pochmann, a questão ambiental ganha cada vez uma maior dimensão na sociedade moderna e exige uma intervenção pública mais importante. A competição pressupõe redução de custos e isso vem a partir de investimentos ecológicos, assinalou. Nesse sentido, defendeu um reforço da regulação e maior taxação de impostos para segmentos que degradam o meio ambiente, além de substituição das formas de produção não sustentáveis, por meio de tecnologias avançadas. (O Globo)

Nestlé doará R$ 600 mil por violação de normas de trabalho

A empresa de alimentos Nestlé aceitou realizar doações de R$ 600 mil em alternativa a uma multa por descumprimento de normas trabalhistas, informou hoje a Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região.

Segundo nota do órgão do Ministério Público do Trabalho (MPT), uma fiscalização realizada em janeiro na fábrica da empresa em Araras constatou o descumprimento de obrigações relacionadas à ausência de intervalos, jornada excessiva e submissão ao trabalho em domingos e feriados.

Além disso, a procuradoria informa que a empresa deixou de fornecer assentos adequados nos postos de trabalho e proteção para máquinas. No total, a auditoria resultou em sete autos de infração ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), um acordo assinado em 2007 após a constatação de irregularidades relacionadas ao meio ambiente de trabalho e ao abuso de jornada.

As multas previstas nesse acordo variam entre R$ 2 mil e R$ 15 mil por item descumprido e por trabalhador encontrado em situação irregular. Além de aceitar a doação, a Nestlé assinou hoje um novo TAC, em que se compromete a não submeter trabalhadores a jornada de trabalho em domingos e feriados.

As doações devem ser feitas em 180 dias e direcionadas a entidades filantrópicas e órgãos públicos. No caso de a empresa não realizar as doações nos prazos estipulados, uma multa correspondente a 20% do valor total do acordo será aplicada.

Do montante que será doado, R$ 220 mil serão revertidos em bens e serviços para a Gerência Regional do Trabalho de Campinas, enquanto R$ 30 mil em equipamentos de informática irão para Justiça do Trabalho, em Araras.

O acordo também inclui R$ 130 mil na aquisição de um veículo zero quilômetro e equipamentos de informática para utilização do grupo móvel de fiscalização rural do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Mais R$ 40 mil serão destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A Nestlé também terá de doar R$ 35 mil para realização de obras da clínica de acompanhamento psiquiátrico Antônio Luiz Sayão, em Araras. O orfanato Lar Vida Nova receberá R$ 80 mil para aquisição de equipamentos de informática, móveis e veículo para o transporte de crianças.

Já R$ 30 mil serão destinados para a compra de materiais de construção para a Santa Casa de Misericórdia de Araras e o acordo ainda prevê a compra de uma impressora no valor de R$ 15 mil para a Escola Municipal de Educação Especial Maria Aparecida Muniz Michelin e José Benedito Carneiro.

Por fim, a Nestlé se comprometeu a doar R$ 20 mil para as campanhas promovidas pelo MPT em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. (O Globo)

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